Manobra de Pringle: Anatomia e Indicações Cirúrgicas

SES-RJ - Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro — Prova 2025

Enunciado

O pinçamento do ligamento hepatoduodenal através do forame omental também pode ser chamado de manobra de Pringle. Nessa manobra, há clampeamento direto das seguintes estruturas abaixo:

Alternativas

  1. A) Veia porta, artéria hepática esquerda e ducto hepático.
  2. B) Veia porta, artéria hepática e ducto hepático direito.
  3. C) Veia cava, artéria hepática e ducto colédoco.
  4. D) Veia cava, artéria hepática direita e ducto colédoco.
  5. E) Veia porta, artéria hepática e ducto colédoco.

Pérola Clínica

Manobra de Pringle = Clampeamento de Veia Porta + Artéria Hepática + Colédoco no ligamento hepatoduodenal.

Resumo-Chave

A manobra de Pringle visa controlar o influxo sanguíneo para o fígado durante traumas ou ressecções, comprimindo as estruturas do pedículo hepático.

Contexto Educacional

A Manobra de Pringle é uma técnica fundamental na cirurgia de trauma e hepatobiliar. Ao ocluir o pedículo hepático, interrompe-se o fluxo aferente arterial (artéria hepática) e venoso (veia porta). É a primeira manobra a ser realizada em sangramentos hepáticos volumosos. Se o sangramento persistir após a realização correta da manobra, o cirurgião deve suspeitar de lesão nas veias hepáticas ou na veia cava retro-hepática, uma vez que o fluxo eferente e o fluxo da cava não são interrompidos por este procedimento. O conhecimento da anatomia do forame omental é crucial para a execução rápida e segura da técnica.

Perguntas Frequentes

Quais estruturas são clampeadas na Manobra de Pringle?

As estruturas contidas no ligamento hepatoduodenal: a veia porta (posteriormente), a artéria hepática própria (anteromedialmente) e o ducto colédoco (anterolateralmente).

Onde é feita a compressão manual ou por clampe?

A compressão é realizada no ligamento hepatoduodenal, que forma a margem anterior do forame omental (também conhecido como forame de Winslow).

Qual o tempo máximo seguro para a manobra?

Em fígados saudáveis, o clampeamento contínuo é geralmente seguro por até 20 minutos, podendo ser estendido ou realizado de forma intermitente para evitar lesão por isquemia-reperfusão.

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