SES-RJ - Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro — Prova 2025
O pinçamento do ligamento hepatoduodenal através do forame omental também pode ser chamado de manobra de Pringle. Nessa manobra, há clampeamento direto das seguintes estruturas abaixo:
Manobra de Pringle = Clampeamento de Veia Porta + Artéria Hepática + Colédoco no ligamento hepatoduodenal.
A manobra de Pringle visa controlar o influxo sanguíneo para o fígado durante traumas ou ressecções, comprimindo as estruturas do pedículo hepático.
A Manobra de Pringle é uma técnica fundamental na cirurgia de trauma e hepatobiliar. Ao ocluir o pedículo hepático, interrompe-se o fluxo aferente arterial (artéria hepática) e venoso (veia porta). É a primeira manobra a ser realizada em sangramentos hepáticos volumosos. Se o sangramento persistir após a realização correta da manobra, o cirurgião deve suspeitar de lesão nas veias hepáticas ou na veia cava retro-hepática, uma vez que o fluxo eferente e o fluxo da cava não são interrompidos por este procedimento. O conhecimento da anatomia do forame omental é crucial para a execução rápida e segura da técnica.
As estruturas contidas no ligamento hepatoduodenal: a veia porta (posteriormente), a artéria hepática própria (anteromedialmente) e o ducto colédoco (anterolateralmente).
A compressão é realizada no ligamento hepatoduodenal, que forma a margem anterior do forame omental (também conhecido como forame de Winslow).
Em fígados saudáveis, o clampeamento contínuo é geralmente seguro por até 20 minutos, podendo ser estendido ou realizado de forma intermitente para evitar lesão por isquemia-reperfusão.
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