SGCH - Santa Genoveva Complexo Hospitalar (MG) — Prova 2015
A ''manobra de Pringle" pode ser utilizada na seguinte situação:
Manobra de Pringle = clampeamento do pedículo hepático (artéria hepática + veia porta) para controle de sangramento em trauma hepático.
A manobra de Pringle consiste no clampeamento temporário do pedículo hepático (que contém a artéria hepática e a veia porta) para controlar o sangramento em lesões hepáticas, especialmente em traumas. É uma medida de hemostasia temporária que permite a visualização e reparo da lesão.
O trauma hepático é uma das lesões abdominais mais comuns e potencialmente fatais, devido à vascularização abundante do fígado. O controle do sangramento é primordial no manejo inicial e cirúrgico. A manobra de Pringle é uma ferramenta essencial no arsenal do cirurgião para alcançar a hemostasia temporária em lesões hepáticas complexas ou com sangramento ativo. A manobra consiste em ocluir o pedículo hepático, que é a estrutura que contém a artéria hepática própria, a veia porta e o ducto biliar comum. Ao clampear esses vasos, o fluxo sanguíneo para o fígado é drasticamente reduzido, permitindo que o cirurgião visualize melhor a lesão, identifique a fonte do sangramento e realize o reparo definitivo. É importante ressaltar que a manobra de Pringle é uma medida temporária. A isquemia prolongada do fígado pode levar a danos hepatocelulares. Portanto, o tempo de clampeamento deve ser monitorado e intercalado com períodos de reperfusão. O conhecimento e a aplicação correta desta manobra são cruciais para a sobrevida de pacientes com trauma hepático grave.
A manobra de Pringle é uma técnica cirúrgica que envolve o clampeamento temporário do pedículo hepático, que contém a artéria hepática própria e a veia porta. Seu objetivo é reduzir o fluxo sanguíneo para o fígado, controlando hemorragias em lesões hepáticas, especialmente em traumas.
Durante a manobra de Pringle, são clampeadas a artéria hepática própria e a veia porta, que são os principais vasos sanguíneos que suprem o fígado. A via biliar (ducto hepático comum) também está no pedículo, mas o foco é o controle vascular.
A manobra de Pringle pode ser realizada por períodos de 15 a 20 minutos, com intervalos de reperfusão de 5 minutos, para evitar isquemia hepática significativa. O tempo total e os ciclos dependem da condição do paciente e da tolerância hepática.
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