Distocia de Ombros: Manobra de McRoberts e Manejo Imediato

UEPA Revalida - Universidade do Estado do Pará — Prova 2023

Enunciado

Durante a assistência ao trabalho de parto de uma gestante primigesta com 39 semanas de gestação, não houve progressão para desprendimento do diâmetro biacromial após um minuto do desprendimento cefálico. Foi visualizada retração da cabeça fetal contra o períneo materno durante contrações. Diante desta situação de urgência obstétrica, a conduta mais adequada é:

Alternativas

  1. A) realizar episiotomia com propósito de aumentar os diâmetros da pelve materna e desfazer a distocia de ombros.
  2. B) indicar parto instrumentalizado com fórcipe de Piper para desprendimento da cabeça derradeira.
  3. C) rotação do feto pelo polo cefálico com manobra de pressão por um auxiliar no fundo uterino.
  4. D) indicar parto instrumentalizado com auxílio de fórcipe de Simpson para abreviação do período expulsivo.
  5. E) realizar flexão das pernas da parturiente em direção ao abdome, provocando alinhamento do sacro e aumento do diâmetro antero-posterior da pelve.

Pérola Clínica

Distocia de ombros → Manobra de McRoberts (hiperflexão das coxas maternas) é a primeira linha de conduta.

Resumo-Chave

A distocia de ombros é uma emergência obstétrica que exige ação rápida. A manobra de McRoberts aumenta o diâmetro anteroposterior da pelve, facilitando a passagem dos ombros e é a primeira e mais eficaz manobra a ser tentada.

Contexto Educacional

A distocia de ombros é uma emergência obstétrica definida pela falha no desprendimento dos ombros fetais após a saída da cabeça, mesmo com tração suave. Sua incidência varia de 0,2% a 3% dos partos vaginais, mas suas consequências podem ser devastadoras para o feto e a mãe. Fatores de risco incluem macrossomia fetal, diabetes gestacional, obesidade materna, multiparidade e trabalho de parto prolongado. O diagnóstico é clínico e imediato, caracterizado pelo 'sinal da tartaruga' (retração da cabeça fetal contra o períneo) e pela impossibilidade de desprendimento dos ombros. A fisiopatologia envolve o impacto do ombro anterior contra a sínfise púbica materna. A rapidez na intervenção é crucial para evitar hipóxia fetal e lesões neurológicas permanentes. O manejo da distocia de ombros segue uma sequência de manobras. A manobra de McRoberts é a primeira e mais eficaz, aumentando o diâmetro anteroposterior da pelve. Outras manobras incluem a pressão suprapúbica (Manobra de Mazzanti), rotação interna do ombro posterior (Manobra de Woods) e, em casos extremos, a manobra de Zavanelli (reintrodução da cabeça e cesariana). O objetivo é liberar o ombro impactado com o mínimo de trauma.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais de distocia de ombros durante o parto?

Os sinais clássicos incluem a não progressão do desprendimento dos ombros após a saída da cabeça e o 'sinal da tartaruga', onde a cabeça fetal retrai contra o períneo materno.

Qual a primeira manobra a ser realizada na distocia de ombros?

A manobra de McRoberts, que consiste na hiperflexão das coxas da parturiente em direção ao abdome, é a primeira e mais importante manobra a ser tentada.

Por que a tração excessiva na cabeça fetal é contraindicada na distocia de ombros?

A tração excessiva pode levar a lesões graves no plexo braquial fetal, fraturas de clavícula ou úmero, e outras complicações para o recém-nascido.

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