FMC/HEAA - Faculdade de Medicina de Campos - Hospital Álvaro Alvim (RJ) — Prova 2023
Vânia, gesta 5 para 4 partos normais, dá entrada na emergência da maternidade em período expulsivo, com dilatação total, apresentação pélvica, exteriorizando membros inferiores até a altura dos joelhos do feto. Levada ao Centro Obstétrico, é realizada a manobra de Mauriceau, que consiste na liberação de:
Manobra de Mauriceau → liberação do polo cefálico no parto pélvico para evitar lesões.
A manobra de Mauriceau é crucial no parto pélvico para auxiliar a saída da cabeça fetal, que é a parte mais difícil de ser expulsa após o tronco. Ela visa proteger o feto de traumas cervicais e cranianos durante a extração.
A Manobra de Mauriceau é uma técnica obstétrica fundamental na assistência ao parto pélvico, que ocorre em aproximadamente 3-4% das gestações a termo. Sua importância reside na prevenção de complicações graves, especialmente a retenção do polo cefálico, que é a parte de maior diâmetro e a última a ser expulsa, aumentando o risco de asfixia e trauma fetal. A fisiopatologia da distocia no parto pélvico está relacionada à dificuldade de passagem da cabeça fetal após a expulsão do tronco, devido à falta de moldagem do crânio e à compressão do cordão umbilical. A Manobra de Mauriceau visa flexionar a cabeça fetal e auxiliar sua extração controlada, minimizando o risco de lesões. É crucial suspeitar de dificuldades quando a progressão do parto pélvico não é fluida. O tratamento e a conduta envolvem a correta identificação da apresentação pélvica e a preparação para a assistência adequada. O prognóstico fetal melhora significativamente com a aplicação correta das manobras. Pontos de atenção incluem a avaliação cuidadosa da bacia materna, o tipo de apresentação pélvica e a experiência do profissional para evitar iatrogenias.
A Manobra de Mauriceau é indicada para auxiliar a extração do polo cefálico fetal em partos pélvicos, prevenindo a retenção da cabeça e traumas fetais.
Consiste em colocar o feto sobre o antebraço do obstetra, com os dedos na maxila fetal, enquanto a outra mão traciona os ombros para flexionar a cabeça e facilitar a saída.
A falha na execução pode levar a lesões graves no feto, como fraturas de coluna cervical, lesão do plexo braquial ou asfixia por compressão do cordão umbilical.
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