HMAR - Hospital Memorial Arthur Ramos (AL) — Prova 2020
Considerada manobra perigosa e atualmente é desaconselhada:
Manobra de Kristeller: compressão fúndica uterina desaconselhada por riscos maternos e fetais.
A Manobra de Kristeller, que consiste na aplicação de pressão externa sobre o fundo uterino, é atualmente desaconselhada devido ao risco de graves complicações maternas (ruptura uterina, lesões perineais) e fetais (fraturas, asfixia).
A Manobra de Kristeller, que envolve a aplicação de pressão externa sobre o fundo uterino para auxiliar a expulsão fetal, é uma prática histórica que, apesar de ainda ser utilizada em alguns locais, é formalmente desaconselhada por diretrizes internacionais e nacionais de obstetrícia. Sua persistência se deve, em parte, à falta de conhecimento sobre seus riscos e à crença equivocada de que acelera o parto em casos de expulsivo prolongado. No entanto, a evidência científica atual demonstra que os riscos superam em muito qualquer benefício percebido. Do ponto de vista fisiopatológico, a compressão fúndica pode levar a um aumento abrupto da pressão intrauterina, com consequências deletérias. Para a mãe, há risco de ruptura uterina, principalmente em multíparas ou úteros com cicatrizes, lacerações de colo e vagina, prolapso uterino e hemorragia pós-parto. Para o feto, os riscos incluem fraturas ósseas (clavícula, úmero), lesões neurológicas (plexo braquial), asfixia e sofrimento fetal agudo devido à compressão. A compreensão de que a Manobra de Kristeller é uma prática perigosa e desaconselhada é crucial para a segurança materno-infantil. Residentes devem estar cientes das alternativas seguras e baseadas em evidências para o manejo do parto, como o uso adequado de ocitocina, manobras para distocia de ombro (McRoberts, pressão suprapúbica) e a indicação correta de parto operatório quando necessário, priorizando sempre a saúde da mãe e do bebê.
A Manobra de Kristeller está associada a riscos maternos como ruptura uterina, lacerações cervicais e vaginais, hemorragia pós-parto, e riscos fetais como fraturas (clavícula, úmero), lesões neurológicas e asfixia.
É desaconselhada devido à falta de evidências de benefício e ao aumento significativo do risco de complicações graves para a mãe e o feto, sendo considerada uma prática obsoleta e perigosa.
Para distocia de ombro, manobras como McRoberts, pressão suprapúbica (Manobra de Mazzanti), rotação interna (Manobra de Woods) e remoção do braço posterior são recomendadas, nunca a Manobra de Kristeller.
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