CBO Teórica 1 - Prova de Bases da Oftalmologia — Prova 2013
Sobre o uso de manitol endovenoso, é correto afirmar:
Manitol EV: pico de ação hipotensora ocular em 20-60 min; dura cerca de 6h.
O manitol reduz a pressão intraocular criando um gradiente osmótico que retira água do corpo vítreo para o espaço intravascular.
O manitol é uma ferramenta de resgate essencial na oftalmologia de emergência. Sua administração deve ser feita via endovenosa, geralmente na concentração de 15% a 20%, com infusão rápida (30-60 minutos). O efeito começa em poucos minutos, atingindo o máximo entre 20 e 60 minutos. É importante monitorar o estado volêmico do paciente, pois a diurese osmótica subsequente pode levar à desidratação. Em pacientes com suspeita de hemorragia intracraniana ativa, o uso deve ser cauteloso, embora em casos de edema cerebral ele seja frequentemente utilizado para reduzir a pressão intracraniana, similar ao seu efeito no olho.
O manitol é um agente osmótico que permanece no espaço intravascular. Ele aumenta a osmolaridade plasmática, criando um gradiente que 'puxa' a água do humor vítreo para o sangue. Essa redução do volume vítreo resulta em uma queda rápida e significativa da pressão intraocular (PIO), sendo vital em crises de glaucoma agudo.
As principais contraindicações incluem insuficiência cardíaca congestiva descompensada e edema agudo de pulmão, devido à expansão súbita do volume intravascular. Também é contraindicado em insuficiência renal anúrica e desidratação severa. Deve-se ter cautela extrema em idosos pelo risco de desequilíbrio eletrolítico.
No glaucoma de ângulo fechado, a PIO costuma estar muito elevada (frequentemente >40-50 mmHg), o que pode causar isquemia da íris e falha dos colírios hipotensores. O manitol reduz a PIO sistemicamente, ajudando a 'limpar' o edema de córnea e permitindo a realização segura de procedimentos como a iridotomia a laser.
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