CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2011
Com relação ao acometimento ocular em pacientes portadores de HIV, podemos afirmar:
Uveíte anterior (iridociclite) no paciente HIV → Investigar Toxoplasmose e Sífilis com foco na retina.
Pacientes com HIV apresentam alta incidência de patologias oculares. A iridociclite frequentemente coexiste com retinite por agentes como Toxoplasma gondii e Treponema pallidum.
O exame oftalmológico é parte essencial do manejo do paciente vivendo com HIV/AIDS, especialmente naqueles com contagem de linfócitos T CD4+ abaixo de 100-200 células/mm³. A retinite por Citomegalovírus (CMV) continua sendo a infecção oportunista ocular mais grave, podendo levar à cegueira rápida por necrose retiniana ou descolamento de retina. A toxoplasmose ocular no HIV costuma ser mais agressiva, com lesões maiores e maior reação inflamatória vítrea do que em imunocompetentes. A sífilis, conhecida como 'a grande imitadora', pode causar qualquer forma de uveíte. O diagnóstico precoce e o início da HAART são fundamentais, mas o médico deve estar atento às complicações inflamatórias que surgem com a restauração do sistema imune.
No paciente HIV positivo, a iridociclite (uveíte anterior) raramente ocorre de forma isolada. Na maioria das vezes, ela é uma reação secundária a um processo inflamatório ou infeccioso no segmento posterior (retinite ou coroidite). As causas mais comuns que apresentam esse envolvimento concomitante são a toxoplasmose ocular e a sífilis, exigindo um exame de fundo de olho minucioso para diagnóstico correto.
É a manifestação ocular mais comum do HIV, caracterizada por exsudatos algodonosos, microaneurismas e hemorragias retinianas. Diferente das retinites infecciosas, ela não é causada por um patógeno oportunista direto na retina, mas sim por alterações vasculares e depósitos de imunocomplexos. Ela correlaciona-se com contagens baixas de CD4, indicando doença avançada, e não 'forma branda'.
A introdução da terapia antirretroviral de alta eficácia (HAART) reduziu drasticamente a incidência de retinite por CMV e outras infecções oportunistas. No entanto, a HAART trouxe um novo desafio: a Síndrome de Recuperação Imune (SIR), que pode causar uveítes inflamatórias graves (uveíte de recuperação imune) em pacientes que anteriormente tinham retinite por CMV inativa.
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