FUBOG - Fundação Banco de Olhos de Goiás — Prova 2025
Sobre as manifestações extraintestinais da Doença Inflamatória Intestinal (DII), é CORRETO afirmar:
Espondilite anquilosante em DII → forte associação com HLA-B27.
A espondilite anquilosante é uma espondiloartropatia soronegativa com forte associação genética ao alelo HLA-B27, sendo uma manifestação extraintestinal bem conhecida da DII, especialmente da Doença de Crohn.
A Doença Inflamatória Intestinal (DII), que engloba a Doença de Crohn e a Retocolite Ulcerativa, é uma condição crônica que afeta o trato gastrointestinal, mas é notória por suas diversas manifestações extraintestinais. Estas podem ocorrer em qualquer fase da doença, por vezes precedendo o diagnóstico intestinal, e impactam significativamente a morbidade dos pacientes. O reconhecimento dessas manifestações é crucial para um manejo abrangente. As manifestações extraintestinais são classificadas em dois grupos: aquelas que se correlacionam com a atividade da DII (como o eritema nodoso e a artrite periférica tipo 1) e aquelas que são independentes da atividade intestinal (como a uveíte, pioderma gangrenoso, espondilite anquilosante e colangite esclerosante primária). A espondilite anquilosante, uma espondiloartropatia axial, é particularmente relevante por sua forte associação com o antígeno HLA-B27, sendo mais comum em pacientes com DII. Para o residente, é fundamental saber diferenciar as manifestações e suas associações. Por exemplo, a colangite esclerosante primária é mais associada à Retocolite Ulcerativa, enquanto a espondilite anquilosante, embora possa ocorrer em ambas, tem uma prevalência notável em pacientes com DII e HLA-B27 positivo. O manejo dessas condições extraintestinais muitas vezes requer uma abordagem multidisciplinar.
As principais manifestações extraintestinais da DII incluem artralgias/artrites (periféricas e axiais), lesões cutâneas (eritema nodoso, pioderma gangrenoso), oculares (uveíte, epiesclerite) e hepatobiliares (colangite esclerosante primária).
A artrite periférica tipo 1 (pauciarticular, grandes articulações) geralmente acompanha a atividade da DII, enquanto a artrite periférica tipo 2 (poliarticular, pequenas articulações) e a espondilite anquilosante são independentes da atividade intestinal.
A colangite esclerosante primária (CEP) é uma complicação hepatobiliar grave, mais frequentemente associada à Retocolite Ulcerativa do que à Doença de Crohn, e pode preceder ou seguir o diagnóstico da DII.
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