HMASP - Hospital Militar de Área de São Paulo — Prova 2022
Sobre as manifestações extraintestinais das doenças inflamatórias intestinais (DII), assinale a alternativa que não possui relação com atividade da DII:
Epiesclerite DII → NÃO relacionada à atividade da doença.
As manifestações extraintestinais das DII podem ou não estar relacionadas à atividade da doença. A epiesclerite é uma exceção notável, geralmente não correlacionada com a atividade da DII, ao contrário de outras como eritema nodoso ou artropatia periférica tipo I.
As Doenças Inflamatórias Intestinais (DII), que incluem a Doença de Crohn e a Retocolite Ulcerativa, são condições crônicas que afetam o trato gastrointestinal, mas também podem apresentar uma ampla gama de manifestações extraintestinais (MEI). Essas MEI ocorrem em até 50% dos pacientes e podem afetar diversos sistemas, como pele, articulações, olhos, fígado e sistema vascular, sendo um desafio diagnóstico e terapêutico. A fisiopatologia das MEI é complexa e envolve fatores genéticos, imunológicos e ambientais. Algumas MEI, como o eritema nodoso e a artropatia periférica tipo I, tendem a seguir o curso da atividade da DII, exacerbando-se durante as crises e melhorando com o tratamento da inflamação intestinal. Outras, como a espondilite anquilosante, uveíte e colangite esclerosante primária, têm um curso independente da atividade da DII e podem até preceder o diagnóstico intestinal. A epiesclerite, especificamente, é uma inflamação ocular que, embora associada à DII, geralmente não se correlaciona com a atividade da doença intestinal. O manejo das MEI requer uma abordagem multidisciplinar. O tratamento da DII subjacente é fundamental para as manifestações correlacionadas. Para as MEI independentes, o tratamento é direcionado à manifestação específica, podendo incluir anti-inflamatórios, imunossupressores ou agentes biológicos. O reconhecimento precoce e a diferenciação entre as MEI correlacionadas e não correlacionadas são essenciais para otimizar o tratamento e melhorar a qualidade de vida dos pacientes com DII.
Manifestações como eritema nodoso, artropatia periférica tipo I, pioderma gangrenoso e estomatite aftosa geralmente se correlacionam com a atividade da DII, melhorando com o tratamento da doença intestinal.
A epiesclerite, uveíte, espondilite anquilosante, sacroileíte e colangite esclerosante primária são exemplos de manifestações extraintestinais que não necessariamente se correlacionam com a atividade da DII.
Essa diferenciação é crucial para o manejo clínico, pois as manifestações relacionadas à atividade da DII geralmente melhoram com o tratamento da doença intestinal subjacente, enquanto as não relacionadas podem exigir tratamento específico e independente.
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