UFPB/HULW - Hospital Universitário Lauro Wanderley - João Pessoa (PB) — Prova 2015
Sobre os distúrbios do metabolismo do potássio, assinale a afirmativa errada:
Hipercalemia ECG: ondas T apiculadas, QRS alargado, PR prolongado. Ondas U e T achatadas → Hipocalemia.
A alternativa A descreve achados de hipocalemia (ondas U, T achatada, depressão ST), não de hipercalemia. Na hipercalemia, o ECG clássico mostra ondas T apiculadas e estreitas, prolongamento do intervalo PR, alargamento do complexo QRS e, em casos graves, bradicardia, atividade elétrica sem pulso ou assistolia.
Os distúrbios do potássio são condições eletrolíticas comuns e potencialmente fatais, exigindo reconhecimento e manejo rápidos. A hipercalemia e a hipocalemia podem levar a arritmias cardíacas graves e disfunções neuromusculares, sendo um tópico crucial para a prática clínica e provas de residência. A fisiopatologia envolve o balanço entre a ingestão, excreção renal e o movimento transcelular do potássio. A hipercalemia é frequentemente associada à acidose metabólica, insuficiência renal e uso de certos medicamentos (IECA, AINEs). A hipocalemia, por sua vez, pode ser desencadeada por alcalose metabólica, diuréticos e condições que promovem o desvio intracelular de potássio. O diagnóstico é feito pela dosagem sérica do potássio, mas o eletrocardiograma é fundamental para avaliar a gravidade e guiar a conduta. O tratamento varia desde medidas dietéticas até intervenções emergenciais como gluconato de cálcio, insulina com glicose, beta-agonistas e diálise, dependendo da etiologia e das manifestações clínicas e eletrocardiográficas.
A hipercalemia grave pode causar ondas T apiculadas e estreitas, prolongamento do intervalo PR, alargamento do complexo QRS e, em casos extremos, assistolia. Ondas U e T achatadas são características de hipocalemia.
A conduta inicial para hipercalemia com alterações eletrocardiográficas é a administração de gluconato de cálcio intravenoso para estabilizar a membrana miocárdica, independentemente do nível sérico de potássio.
A hipocalemia pode ser causada por alcalose metabólica, uso de diuréticos, anfotericina B, insulinoterapia, reposição de vitamina B12/folato em anemia megaloblástica, e perdas gastrointestinais.
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