UFES/HUCAM - Hospital Universitário Cassiano Antônio Moraes - Vitória (ES) — Prova 2021
Em relação ao manejo adequado das infecções pelo HIV, é correto afirmar:
Dermatite seborreica e psoríase extensas → sinais cutâneos de alerta para infecção por HIV.
Manifestações cutâneas como dermatite seborreica e psoríase extensas ou atípicas são frequentemente mais graves e refratárias em pacientes com HIV, servindo como importantes indicadores clínicos para suspeita e investigação da infecção.
A infecção pelo Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV) é uma condição crônica que afeta milhões globalmente, sendo crucial para residentes e profissionais de saúde o conhecimento sobre seu manejo. A apresentação clínica é variada, e as manifestações cutâneas são frequentemente as primeiras pistas para o diagnóstico, destacando a importância de uma ectoscopia detalhada. A fisiopatologia do HIV envolve a destruição progressiva dos linfócitos T CD4+, levando à imunodeficiência. Essa deficiência compromete a capacidade do organismo de controlar infecções e inflamações, resultando em manifestações cutâneas mais graves e atípicas, como dermatite seborreica extensa e psoríase refratária. O diagnóstico precoce é essencial para iniciar a terapia antirretroviral (TARV) e prevenir a progressão da doença. O tratamento do HIV baseia-se na TARV, que visa suprimir a carga viral e restaurar a contagem de CD4+. O acompanhamento regular com dosagens de carga viral e CD4+ é crucial para monitorar a eficácia do tratamento e a progressão da doença. A atenção às manifestações cutâneas não só auxilia no diagnóstico, mas também no monitoramento da resposta imunológica ao tratamento.
Manifestações cutâneas como dermatite seborreica grave ou atípica, psoríase extensa, candidíase oral persistente, herpes zoster disseminado e molusco contagioso exuberante podem ser indicativos de infecção por HIV, especialmente em pacientes sem fatores de risco conhecidos.
Em pacientes com HIV, a imunodeficiência leva a uma resposta inflamatória alterada e a uma maior proliferação de Malassezia spp., um fungo comensal que contribui para a patogênese da dermatite seborreica, resultando em lesões mais extensas e refratárias ao tratamento.
A ectoscopia é fundamental na abordagem inicial, pois permite identificar sinais e sintomas que podem sugerir imunodeficiência ou infecções oportunistas, como as manifestações cutâneas, auxiliando na triagem e direcionando a investigação diagnóstica para o HIV.
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