UEL - Hospital Universitário de Londrina (PR) — Prova 2025
Sobre as manifestações clínicas do herpes simples, considere as afirmativas a seguir.I. O herpes gladiatorum, uma manifestação do herpes genital em homens, ocorre mais frequentemente a partir da quarta década de vida.II. A erupção variceliforme de Kaposi ocorre mais comumente em indivíduos imunossuprimidos e, geralmente, relacionados ao herpesvírus 2.III. A primoinfecção do herpes genital causa uma balanite, vulvite ou vaginite dolorosas, que podem durar por 2 a 3 semanas se não tratadas.IV. No herpes simples não genital, a primoinfecção ocorre mais comumente em crianças, com manifestações mínimas ou assintomáticas, tornando-se o indivíduo portador do vírus. Assinale a alternativa correta
Primoinfecção herpética genital é dolorosa e prolongada; primoinfecção não genital (HSV-1) é comum e assintomática em crianças.
A primoinfecção pelo vírus herpes simples (HSV) no trato genital é tipicamente mais grave e sintomática, causando lesões dolorosas como balanite, vulvite ou vaginite, com duração prolongada se não tratada. Já a primoinfecção não genital, frequentemente pelo HSV-1 (herpes labial), é comum na infância e muitas vezes subclínica ou assintomática, estabelecendo a latência viral.
O vírus herpes simples (HSV) é um patógeno ubíquo que causa infecções mucocutâneas e, ocasionalmente, sistêmicas. Existem dois tipos principais, HSV-1 e HSV-2, que classicamente causam herpes oral e genital, respectivamente, embora haja sobreposição. A infecção primária é a primeira exposição ao vírus e geralmente é mais grave do que as recorrências. A compreensão das diversas manifestações clínicas é crucial para o diagnóstico e manejo adequados, especialmente em populações de risco. A fisiopatologia envolve a replicação viral nas células epiteliais, seguida de latência nos gânglios sensoriais. A primoinfecção do herpes genital, tipicamente causada por HSV-2, manifesta-se com lesões vesiculares dolorosas que evoluem para úlceras, acompanhadas de sintomas sistêmicos como febre e mialgia, e linfadenopatia. A primoinfecção não genital, geralmente por HSV-1, é comum na infância e pode ser assintomática ou causar gengivoestomatite herpética. Condições como herpes gladiatorum (infecção cutânea em atletas de contato) e erupção variceliforme de Kaposi (disseminação em dermatite atópica) são manifestações atípicas que exigem reconhecimento. O tratamento visa aliviar os sintomas, acelerar a cicatrização e prevenir recorrências, sendo os antivirais (aciclovir, valaciclovir, fanciclovir) a base da terapia. Na primoinfecção, o tratamento precoce é fundamental para reduzir a duração e a intensidade dos sintomas. O prognóstico é geralmente bom, mas o vírus permanece latente e pode reativar. A educação do paciente sobre a transmissão e o manejo das recorrências é essencial para o controle da doença e a prevenção da disseminação.
A primoinfecção do herpes genital é geralmente mais grave, com múltiplas lesões vesiculares e ulceradas dolorosas, linfadenopatia inguinal, febre, mal-estar e sintomas urinários. Pode durar 2-3 semanas sem tratamento.
A erupção variceliforme de Kaposi é uma disseminação cutânea grave do vírus herpes simples (geralmente HSV-1) em pacientes com doenças de pele preexistentes, como dermatite atópica, e não primariamente em imunossuprimidos ou por HSV-2.
A primoinfecção não genital, frequentemente oral-labial por HSV-1, é comum em crianças e muitas vezes assintomática ou com manifestações mínimas, como gengivoestomatite herpética, que pode ser dolorosa mas autolimitada.
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