SMS Foz do Iguaçu - Secretaria Municipal de Saúde (PR) — Prova 2024
Sobre as manifestações clínicas da asma brônquica, assinale a alternativa correta.
Asma: dispneia pode ser por exercício, AAS, alérgeno (extrínseca) ou sem causa (intrínseca).
A asma brônquica é uma doença heterogênea com diversas manifestações e gatilhos, incluindo exercícios, AINEs (como AAS), alérgenos específicos e fatores intrínsecos. É importante reconhecer que nem todos os pacientes apresentam os mesmos sintomas ou respondem aos mesmos gatilhos, e a avaliação clínica deve considerar essas variações.
A asma brônquica é uma doença inflamatória crônica das vias aéreas que se caracteriza por hiperresponsividade brônquica e obstrução variável e reversível do fluxo aéreo. É uma das doenças crônicas mais comuns, afetando milhões de pessoas globalmente, e sua heterogeneidade clínica e fisiopatológica exige uma compreensão aprofundada por parte dos profissionais de saúde. Para residentes, o reconhecimento das diversas manifestações e gatilhos da asma é crucial para um diagnóstico preciso e um plano de manejo individualizado. As manifestações clínicas da asma incluem dispneia, sibilância, tosse e aperto no peito, que podem variar em intensidade e frequência. É importante diferenciar os tipos de asma, como a induzida por exercícios, a exacerbada por AINEs (como AAS), a extrínseca (alérgica) e a intrínseca (não alérgica), pois essa classificação orienta a investigação e as estratégias terapêuticas. Durante uma crise aguda, a avaliação da gravidade é fundamental, observando sinais como taquipneia, uso de musculatura acessória, pulso paradoxal e oximetria de pulso. O manejo da asma envolve o controle dos sintomas, a prevenção de exacerbações e a manutenção da função pulmonar. Isso é alcançado através da educação do paciente, identificação e evitação de gatilhos, e uso de medicamentos, como broncodilatadores e corticosteroides inalatórios. Residentes devem estar aptos a realizar o diagnóstico, classificar a gravidade, instituir o tratamento adequado para crises e para o controle de longo prazo, e reconhecer as situações que exigem encaminhamento para especialistas.
A asma brônquica pode ser classificada por seus gatilhos, incluindo asma induzida por exercícios, doença respiratória exacerbada por ácido acetilsalicílico (AAS), asma extrínseca (desencadeada por alérgenos específicos) e asma intrínseca (sem causa identificável).
Em uma crise aguda de asma grave, espera-se taquipneia, uso de musculatura acessória da respiração, sibilância difusa, e pode haver pulso paradoxal (diminuição exagerada da pressão sistólica na inspiração). A oximetria de pulso pode revelar hipoxemia, e a fase expiratória é tipicamente prolongada.
A asma extrínseca é classicamente associada a uma resposta alérgica a alérgenos específicos (pólen, ácaros, pelos de animais), com histórico de atopia e testes alérgicos positivos. A asma intrínseca, por outro lado, não tem um gatilho alérgico identificável e geralmente se manifesta mais tarde na vida, sem associação com atopia.
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