CERMAM - Comissão Estadual de Residência Médica do Amazonas — Prova 2020
São considerados sinais e sintomas devido as alterações cardiovasculares do hipertireoidismo:
Hipertireoidismo → ↑ Débito cardíaco, ↑ FC, ↑ Contratilidade, ↓ RVS → Dispneia, edema periférico (IC de alto débito).
O hipertireoidismo causa um estado hiperdinâmico, com aumento do débito cardíaco, taquicardia e aumento da contratilidade miocárdica. Isso pode levar a uma insuficiência cardíaca de alto débito, manifestando-se como dispneia (pela congestão pulmonar) e edema periférico (pela retenção hídrica e aumento da pressão hidrostática).
O hipertireoidismo, ou tireotoxicose, é uma condição caracterizada pelo excesso de hormônios tireoidianos, que afeta virtualmente todos os sistemas orgânicos, sendo o sistema cardiovascular um dos mais impactados. As manifestações cardíacas são frequentemente as queixas iniciais e podem ser graves, contribuindo significativamente para a morbimortalidade. A prevalência de disfunção cardíaca no hipertireoidismo é alta, especialmente em pacientes idosos. A fisiopatologia envolve o aumento direto e indireto da ação dos hormônios tireoidianos no miocárdio e no sistema vascular. Os hormônios tireoidianos aumentam a sensibilidade às catecolaminas, a expressão de receptores beta-adrenérgicos, a contratilidade miocárdica e a frequência cardíaca. Isso resulta em um estado circulatório hiperdinâmico, com aumento do débito cardíaco e diminuição da resistência vascular sistêmica. O coração trabalha mais intensamente, e a longo prazo, essa sobrecarga pode levar à insuficiência cardíaca de alto débito. Os sinais e sintomas cardiovasculares incluem palpitações, taquicardia sinusal, fibrilação atrial, hipertensão sistólica isolada, angina (mesmo em coronárias normais devido ao aumento da demanda de oxigênio), dispneia de esforço e, em casos avançados, edema periférico e sinais de insuficiência cardíaca congestiva. O diagnóstico é feito pela dosagem de TSH e hormônios tireoidianos. O tratamento do hipertireoidismo é fundamental para reverter ou controlar as manifestações cardiovasculares e prevenir complicações graves.
O hipertireoidismo leva a um estado hiperdinâmico com aumento do débito cardíaco, que pode sobrecarregar o coração e levar à insuficiência cardíaca de alto débito. Isso resulta em congestão pulmonar (dispneia) e retenção de líquidos (edema periférico).
As principais alterações incluem aumento da frequência cardíaca, aumento da contratilidade miocárdica, aumento do débito cardíaco, diminuição da resistência vascular sistêmica e aumento da pressão de pulso (hipertensão sistólica isolada).
Sim, a fibrilação atrial é uma arritmia comum no hipertireoidismo, especialmente em idosos. A tireotoxicose aumenta a excitabilidade atrial e a sensibilidade às catecolaminas, predispondo a essa arritmia.
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