PSU PRMMT - Processo Seletivo Unificado de Residência Médica do MT — Prova 2025
Um homem de 34 anos é trazido ao pronto-socorro após um acidente de moto em alta velocidade. Ele apresenta-se inconsciente, com resposta motora localizada à dor (Escala de Coma de Glasgow 8), e respira de forma ruidosa, com esforço inspiratório evidente. Ao exame físico, observa-se trauma facial com sangramento nasal e sinais de fratura maxilofacial (fratura Le Fort I), a ausculta revela sons respiratórios presentes bilateralmente. A saturação de oxigênio está em 84% com oxigênio suplementar por máscara facial. Qual é a abordagem mais apropriada para manejo das vias aéreas deste paciente, considerando o protocolo ATLS?
Trauma facial + GCS ≤ 8 + SatO2 ↓ → Intubação orotraqueal com estabilização cervical.
Pacientes com trauma e GCS ≤ 8 necessitam de via aérea definitiva para proteção e ventilação. Em casos de trauma facial, a intubação orotraqueal é preferível à nasotraqueal devido ao risco de passagem intracraniana. A estabilização manual da coluna cervical é crucial para prevenir lesões medulares.
O manejo da via aérea é a prioridade "A" no protocolo ATLS (Advanced Trauma Life Support) e é crucial para a sobrevida do paciente traumatizado. A avaliação rápida da permeabilidade e proteção da via aérea é essencial, especialmente em pacientes com rebaixamento do nível de consciência, trauma facial significativo ou sinais de obstrução. A Escala de Coma de Glasgow (GCS) de 8 ou menos é um forte indicativo de necessidade de via aérea definitiva. A fisiopatologia da obstrução da via aérea no trauma pode envolver sangramento, edema de tecidos moles, aspiração de conteúdo gástrico ou deslocamento de estruturas ósseas devido a fraturas faciais. A intubação orotraqueal é a técnica de escolha para estabelecer uma via aérea definitiva, utilizando a sequência rápida de intubação (SRI) para minimizar o risco de aspiração. Durante todo o procedimento, a estabilização manual em linha da coluna cervical (MILS) deve ser mantida para proteger contra lesões medulares. A escolha da técnica de intubação deve considerar as lesões específicas do paciente. Em casos de trauma facial ou suspeita de fratura de base de crânio, a intubação nasotraqueal é contraindicada devido ao risco de passagem intracraniana do tubo. A cricotireoidostomia cirúrgica é reservada para situações de via aérea falha ou impossível, onde a intubação orotraqueal não pode ser realizada. O objetivo é garantir oxigenação e ventilação adequadas, protegendo o cérebro de hipóxia.
A intubação orotraqueal é indicada para pacientes com GCS ≤ 8, insuficiência respiratória, incapacidade de proteger a via aérea, ou risco iminente de obstrução, como em trauma facial grave.
A estabilização manual em linha (MILS) é fundamental para prevenir ou minimizar o movimento da coluna cervical, protegendo a medula espinhal em pacientes com suspeita de lesão cervical.
Fraturas faciais, especialmente as Le Fort II ou III e fraturas da base do crânio, aumentam o risco de intubação intracraniana ou de agravar a lesão, tornando a via nasotraqueal perigosa.
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