UERN - Universidade do Estado do Rio Grande do Norte — Prova 2023
Um home de 39 anos é admitido no departamento de emergência após uma colisão automobilística. Ele está cianótico, apresenta esforço respiratório, e ECG de 6. Sua barba dificulta a oclusão da máscara em seu rosto. O passo seguinte mais apropriado é:
Trauma + via aérea comprometida + GCS < 8 → intubação orotraqueal com proteção cervical.
Em um paciente traumatizado com via aérea comprometida (cianose, esforço respiratório, GCS 6) e barba dificultando ventilação por máscara, a prioridade é garantir a via aérea. A intubação orotraqueal é a abordagem preferencial, com imobilização cervical em linha.
O manejo da via aérea é a prioridade 'A' no atendimento ao traumatizado, conforme o ATLS. Um paciente com trauma automobilístico, cianose, esforço respiratório e Glasgow de 6 (indicando rebaixamento do nível de consciência) tem uma via aérea comprometida e necessita de intubação imediata para proteção e ventilação adequada. A dificuldade de oclusão da máscara devido à barba torna a ventilação com bolsa-válvula-máscara ineficaz e não deve ser a conduta definitiva. A intubação orotraqueal é a técnica de escolha na maioria dos casos de trauma, pois permite um controle rápido e seguro da via aérea. Em pacientes traumatizados, especialmente com mecanismo de trauma de alta energia, a suspeita de lesão cervical é alta, exigindo imobilização em linha (restrição da mobilidade do pescoço) durante todo o procedimento de intubação. A presença de duas pessoas para a intubação, uma para realizar a laringoscopia e intubação e outra para manter a imobilização cervical e aplicar a manobra de Sellick (se indicada), aumenta a segurança e a taxa de sucesso. A cricotireoidostomia é reservada para cenários de 'não intuba, não ventila', e a intubação nasotraqueal é geralmente contraindicada em trauma facial ou suspeita de fratura de base de crânio.
A intubação orotraqueal é geralmente preferível no trauma devido ao risco de fratura de base de crânio com a intubação nasotraqueal, que pode levar à passagem do tubo para o cérebro, além de ser mais rápida e segura.
A imobilização cervical é crucial para prevenir ou minimizar lesões medulares em pacientes com suspeita de trauma cervical, mantendo a coluna em alinhamento neutro durante as manobras de via aérea, como a intubação.
A cricotireoidostomia cirúrgica é uma via aérea de emergência para situações de 'não intuba, não ventila', quando outras tentativas de intubação falharam e a ventilação por máscara é impossível ou inadequada.
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