Santa Casa de São Paulo - ISCMSP/FCMSCSP (SP) — Prova 2020
Um paciente de 57 anos de idade foi encaminhado ao pronto-socorro após ter sido vítima de explosão em ambiente fechado, com inalação de monóxido de carbono, e arremessado contra um pilar. Queixa-se de muita dor abdominal, está agitado, com ultrassom FAST positivo, Glasgow de 14, frequência cardíaca de 156 bpm, pressão arterial de 80 X 60 mmHg e má perfusão periférica. A avaliação das queimaduras mostrou superfície de área queimada maior que 70%. Com base nessa situação hipotética, a prioridade no atendimento inicial do paciente será realizar
Trauma grave com inalação e queimadura facial/cervical → intubação precoce para proteger via aérea.
Em pacientes vítimas de trauma por explosão com inalação de monóxido de carbono e queimaduras extensas (especialmente em face e pescoço, que são presumidas aqui pela explosão em ambiente fechado), a prioridade absoluta é a proteção da via aérea. O edema de via aérea pode progredir rapidamente, levando à obstrução e dificultando a intubação posterior. A instabilidade hemodinâmica e o FAST positivo são importantes, mas a via aérea é o "A" do ABCDE do trauma.
Vítimas de trauma por explosão em ambiente fechado frequentemente sofrem lesões complexas, incluindo trauma contuso, penetrante, inalação de fumaça e monóxido de carbono, além de queimaduras. A avaliação inicial segue os princípios do ATLS (Advanced Trauma Life Support), com a prioridade máxima sendo a avaliação e manejo da via aérea (A de ABCDE). Em casos de inalação de fumaça, queimaduras faciais ou cervicais, ou sinais de comprometimento da via aérea (rouquidão, estridor, escarro carbonáceo, agitação), a intubação orotraqueal precoce é crucial para prevenir a obstrução por edema progressivo. A inalação de monóxido de carbono, embora grave, não é a prioridade imediata sobre a patência da via aérea. O paciente apresenta múltiplos sinais de gravidade: agitação (pode indicar hipóxia ou lesão cerebral), Glasgow 14 (comprometimento neurológico), choque (FC 156 bpm, PA 80x60 mmHg, má perfusão) e FAST positivo (hemorragia abdominal). No entanto, sem uma via aérea segura, nenhuma outra intervenção será eficaz. A reposição volêmica é vital, mas vem após a via aérea e respiração. A laparotomia exploradora é indicada para o FAST positivo e instabilidade, mas só pode ser realizada após a estabilização inicial. A decisão de intubar deve ser rápida, baseada na alta suspeita de comprometimento da via aérea. A intubação precoce, antes do edema se instalar, é mais segura e com menor risco de complicações. Este caso ilustra a importância de seguir a sequência do ATLS, onde a via aérea é sempre a primeira e mais crítica etapa no manejo do paciente traumatizado grave.
Sinais incluem queimaduras faciais, pelos nasais chamuscados, rouquidão, estridor, escarro carbonáceo, tosse e história de inalação em ambiente fechado. O edema pode progredir rapidamente, exigindo intubação precoce.
A intubação é prioritária para proteger a via aérea de edema progressivo causado pela inalação de fumaça e calor, que pode levar à obstrução fatal. A segurança da via aérea é o primeiro passo para permitir outras intervenções de ressuscitação.
A inalação de monóxido de carbono é grave e requer oxigênio a 100%, mas não é o fator principal que define a necessidade de intubação imediata. A intubação é guiada primariamente pelo risco de obstrução da via aérea devido a queimaduras ou edema, ou por comprometimento neurológico.
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