UFES/HUCAM - Hospital Universitário Cassiano Antônio Moraes - Vitória (ES) — Prova 2020
A respeito do manejo da via aérea na abordagem inicial do trauma, é correto afirmar que:
Manejo via aérea no trauma: Priorizar proteção coluna cervical, mesmo em obstrução. Via aérea definitiva = IOT ou crico.
No manejo da via aérea em pacientes traumatizados, a proteção da coluna cervical é uma prioridade inegociável. Mesmo em situações de via aérea obstruída, as manobras devem ser realizadas com estabilização cervical em linha, para evitar lesões medulares secundárias. A intubação orotraqueal é preferível à nasotraqueal em trauma craniofacial grave devido ao risco de lesão cerebral ou fratura da base do crânio.
O manejo da via aérea é o primeiro e mais crítico passo na abordagem inicial do paciente traumatizado, seguindo os princípios do Advanced Trauma Life Support (ATLS). A avaliação rápida da permeabilidade da via aérea, juntamente com a proteção da coluna cervical, é fundamental para prevenir hipóxia e lesões neurológicas secundárias. A suspeita de lesão cervical exige a imobilização em linha, mesmo durante as manobras de via aérea. Dispositivos como o tubo orofaríngeo são adjuvantes temporários para manter a via aérea patente, mas não são considerados via aérea definitiva, que protege contra aspiração. A via aérea definitiva é estabelecida por intubação orotraqueal ou cricotireoidostomia cirúrgica. Em pacientes comatosos ou com risco de aspiração, a intubação orotraqueal é a escolha. Em casos de trauma craniofacial grave, a intubação nasotraqueal é contraindicada devido ao risco de lesão cerebral através de fraturas da base do crânio. A cricotireoidostomia por punção é uma medida temporária para oxigenação, mas não permite ventilação adequada por longos períodos, sendo a cricotireoidostomia cirúrgica a opção para via aérea cirúrgica definitiva.
A prioridade é estabelecer uma via aérea patente e protegida, garantindo a oxigenação e ventilação adequadas, sempre mantendo a proteção da coluna cervical em linha, para prevenir ou minimizar lesões medulares.
A cricotireoidostomia é indicada como via aérea cirúrgica de emergência quando a intubação orotraqueal falha ou é contraindicada, especialmente em casos de trauma facial grave, obstrução de via aérea superior ou impossibilidade de ventilação com máscara. A cricotireoidostomia por punção é uma medida temporária, não adequada para oxigenação prolongada.
A intubação nasotraqueal é contraindicada em trauma craniofacial grave devido ao risco de fratura da base do crânio, que pode levar à passagem do tubo para o cérebro, causando lesões adicionais. Nesses casos, a intubação orotraqueal é a via preferencial.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo