Via Aérea e Coluna Cervical no Politraumatizado

HUSE - Hospital de Urgência de Sergipe Gov. João Alves Filho — Prova 2022

Enunciado

Sobre o manejo da via aérea e da coluna cervical do paciente politraumatizado assinale a opção CORRETA

Alternativas

  1. A) A melhor forma inicial de avaliação da permeabilidade das vias aéreas é através da inspeção da cavidade oral a procura de secreções ou corpos estranhos;
  2. B) Para estabilização da coluna cervical podemos fazer uso do colar cervical rígido, dos limitadores da movimentação lateral da cabeça (headblock), da prancha longa e da técnica de rolamento em bloco;
  3. C) Elevação do mento (jawtrust) e hiperextensão da cabeça (chinlift) são manobras que auxiliam a intubação orotraqueal nesse tipo de paciente;
  4. D) São exemplos de via aérea definitiva: tubo orotraqueal, traqueostomia e cricotireoidostomia por punção;
  5. E) Nos casos de via aérea difícil no paciente com insuficiência respiratória não devemos postergar a realização de uma via aérea cirúrgica (traqueostomia) em detrimento de tentativas de uso da vela elástica (bougie), máscara laríngeo ou combitube.

Pérola Clínica

Estabilização da coluna cervical em trauma inclui colar rígido, headblocks, prancha longa e rolamento em bloco.

Resumo-Chave

No paciente politraumatizado, a prioridade é manter a via aérea pérvia e proteger a coluna cervical. Manobras como elevação do mento e hiperextensão da cabeça (chin lift) são contraindicadas se houver suspeita de lesão cervical, sendo a tração da mandíbula (jaw thrust) a opção segura.

Contexto Educacional

O manejo da via aérea e a proteção da coluna cervical são prioridades absolutas no atendimento ao paciente politraumatizado, seguindo os princípios do ATLS (Advanced Trauma Life Support). A avaliação inicial deve ser rápida e eficaz para garantir a oxigenação e ventilação, minimizando o risco de lesões secundárias à medula espinhal. A estabilização da coluna cervical é crucial e deve ser mantida até que a lesão seja descartada. Isso envolve o uso de colar cervical rígido, headblocks e prancha longa, além da técnica de rolamento em bloco para qualquer movimentação do paciente. Manobras como a tração da mandíbula (jaw thrust) são preferíveis para abrir a via aérea em caso de suspeita de trauma cervical, evitando a hiperextensão da cabeça (chin lift) que pode agravar uma lesão medular. A via aérea definitiva, como o tubo orotraqueal ou a traqueostomia, é indicada em casos de falha de oxigenação/ventilação, proteção de via aérea comprometida ou Glasgow < 8. A cricotireoidostomia cirúrgica é uma alternativa para via aérea difícil ou falha de intubação orotraqueal, enquanto a por punção é uma via aérea de emergência, mas temporária e não definitiva, devido ao risco de hipoventilação e aspiração.

Perguntas Frequentes

Quais são as manobras seguras para abrir a via aérea em um paciente com suspeita de trauma cervical?

A manobra de tração da mandíbula (jaw thrust) é preferível, pois minimiza a movimentação da coluna cervical, ao contrário da elevação do mento (chin lift) com hiperextensão, que é contraindicada em caso de suspeita de lesão cervical.

Quais são os componentes da estabilização da coluna cervical em um politraumatizado?

A estabilização da coluna cervical inclui o uso de colar cervical rígido, limitadores laterais da cabeça (headblocks), prancha longa e a técnica de rolamento em bloco para qualquer movimentação do paciente, visando imobilização completa.

Quais são os exemplos de via aérea definitiva?

Via aérea definitiva é aquela que isola a via aérea da via digestiva e protege contra aspiração. Exemplos incluem o tubo orotraqueal, a traqueostomia e a cricotireoidostomia cirúrgica. A cricotireoidostomia por punção é considerada uma via aérea temporária, não definitiva.

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