HUSE - Hospital de Urgência de Sergipe Gov. João Alves Filho — Prova 2022
Sobre o manejo da via aérea e da coluna cervical do paciente politraumatizado assinale a opção CORRETA
Estabilização da coluna cervical em trauma inclui colar rígido, headblocks, prancha longa e rolamento em bloco.
No paciente politraumatizado, a prioridade é manter a via aérea pérvia e proteger a coluna cervical. Manobras como elevação do mento e hiperextensão da cabeça (chin lift) são contraindicadas se houver suspeita de lesão cervical, sendo a tração da mandíbula (jaw thrust) a opção segura.
O manejo da via aérea e a proteção da coluna cervical são prioridades absolutas no atendimento ao paciente politraumatizado, seguindo os princípios do ATLS (Advanced Trauma Life Support). A avaliação inicial deve ser rápida e eficaz para garantir a oxigenação e ventilação, minimizando o risco de lesões secundárias à medula espinhal. A estabilização da coluna cervical é crucial e deve ser mantida até que a lesão seja descartada. Isso envolve o uso de colar cervical rígido, headblocks e prancha longa, além da técnica de rolamento em bloco para qualquer movimentação do paciente. Manobras como a tração da mandíbula (jaw thrust) são preferíveis para abrir a via aérea em caso de suspeita de trauma cervical, evitando a hiperextensão da cabeça (chin lift) que pode agravar uma lesão medular. A via aérea definitiva, como o tubo orotraqueal ou a traqueostomia, é indicada em casos de falha de oxigenação/ventilação, proteção de via aérea comprometida ou Glasgow < 8. A cricotireoidostomia cirúrgica é uma alternativa para via aérea difícil ou falha de intubação orotraqueal, enquanto a por punção é uma via aérea de emergência, mas temporária e não definitiva, devido ao risco de hipoventilação e aspiração.
A manobra de tração da mandíbula (jaw thrust) é preferível, pois minimiza a movimentação da coluna cervical, ao contrário da elevação do mento (chin lift) com hiperextensão, que é contraindicada em caso de suspeita de lesão cervical.
A estabilização da coluna cervical inclui o uso de colar cervical rígido, limitadores laterais da cabeça (headblocks), prancha longa e a técnica de rolamento em bloco para qualquer movimentação do paciente, visando imobilização completa.
Via aérea definitiva é aquela que isola a via aérea da via digestiva e protege contra aspiração. Exemplos incluem o tubo orotraqueal, a traqueostomia e a cricotireoidostomia cirúrgica. A cricotireoidostomia por punção é considerada uma via aérea temporária, não definitiva.
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