FAMERP/HB - Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto - Hospital de Base (SP) — Prova 2022
Um jovem de 20 anos, vítima de acidente de trânsito com colisão frontal, foi arremessado com a região cervical em direção ao volante do carro. Na admissão, apresenta franca insuficiência respiratória, rouquidão, enfisema subcutâneo, dor e crepitação em região cervical anterior. Na avaliação inicial deste paciente, após o insucesso na tentativa de intubação orotraqueal, a melhor maneira de manter e garantir uma via aérea pérvia é através de:
Trauma cervical com insuficiência respiratória, rouquidão, enfisema e crepitação, e falha na IOT → traqueostomia é a via aérea definitiva de escolha.
Em um paciente vítima de trauma cervical com sinais de lesão grave de via aérea superior (rouquidão, enfisema subcutâneo, crepitação) e insuficiência respiratória, após falha na intubação orotraqueal, a traqueostomia cirúrgica é a melhor opção para garantir uma via aérea definitiva e segura, pois permite contornar a área lesionada.
O manejo da via aérea em pacientes com trauma cervical é um dos desafios mais críticos na medicina de emergência. A prioridade é sempre garantir uma via aérea pérvia e segura, especialmente na presença de insuficiência respiratória. O cenário descrito, com rouquidão, enfisema subcutâneo e crepitação, sugere uma lesão grave da laringe ou traqueia, como uma fratura laríngea ou ruptura traqueal. Nesses casos, a intubação orotraqueal pode ser extremamente difícil ou impossível, e tentativas repetidas podem agravar a lesão. A fisiopatologia da insuficiência respiratória em trauma cervical com lesão de via aérea superior envolve a obstrução mecânica por edema, hematoma, fragmentos cartilaginosos ou deslocamento da via aérea. A falha na intubação orotraqueal exige uma abordagem imediata para estabelecer uma via aérea cirúrgica. Embora a cricotireoidostomia seja uma opção rápida em emergências, ela pode ser contraindicada ou tecnicamente desafiadora em casos de deformidade anatômica ou suspeita de fratura laríngea, onde pode agravar a lesão ou levar a estenose subglótica. Nessas situações complexas, a traqueostomia cirúrgica, realizada por uma equipe experiente, é a via aérea definitiva mais segura e recomendada. Ela permite contornar a área lesionada, minimizando o risco de agravamento da lesão e proporcionando uma via aérea estável para ventilação. Para residentes, é fundamental dominar o algoritmo de via aérea difícil em trauma e saber quando indicar cada tipo de via aérea cirúrgica, priorizando a segurança do paciente e a eficácia do procedimento.
Sinais de lesão de via aérea em trauma cervical incluem rouquidão, estridor, disfonia, disfagia, enfisema subcutâneo cervical, crepitação à palpação, dor cervical, hemoptise e insuficiência respiratória progressiva.
A traqueostomia é geralmente preferível quando há suspeita de fratura laríngea, lesão extensa da cartilagem tireoide, obstrução subglótica, ou em crianças menores de 12 anos. A cricotireoidostomia é mais rápida, mas pode ser contraindicada ou mais difícil nessas situações.
Uma via aérea definitiva é crucial para garantir a oxigenação e ventilação adequadas, prevenir aspiração e proteger a via aérea de edema progressivo ou sangramento. Em trauma cervical, a estabilização da via aérea é prioridade para evitar hipóxia e lesão cerebral secundária.
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