UNESC - Centro Universitário do Espírito Santo — Prova 2023
Um homem de 25 anos, vítima de colisão automobilística deu entrada na emergência, com frequência respiratória de 32 irpm, glasgow 8 e com grande quantidade de sangue na cavidade oral, na face e no nariz, além da presença de múltiplos dentes fraturados. À inspeção, sinal do Guaxinim bilateral, sinal de Battle e otorragia à direita. À palpação, apresentou crepitação em região mandibular. Nesse caso clínico, além de estabilizar a coluna cervical do paciente, deve-se, nesse momento:
Trauma facial grave + via aérea comprometida + intubação orotraqueal difícil/contraindicada → cricotireoidostomia.
Em um paciente com trauma facial grave, Glasgow 8 e grande quantidade de sangue na cavidade oral, a via aérea está criticamente comprometida. Dada a dificuldade e contraindicações para intubação orotraqueal ou nasotraqueal, a cricotireoidostomia é a via aérea cirúrgica de escolha imediata.
O manejo da via aérea em pacientes com trauma facial grave é um dos maiores desafios na emergência, exigindo decisões rápidas e precisas. A prioridade é sempre garantir uma via aérea pérvia e segura, especialmente em pacientes com rebaixamento do nível de consciência (Glasgow 8) e sangramento significativo, que podem levar à obstrução. A estabilização da coluna cervical é uma medida concomitante essencial. Nesse cenário, a intubação orotraqueal é a primeira escolha, mas pode ser extremamente difícil ou impossível devido a distorções anatômicas, sangramento e edema. A intubação nasotraqueal é contraindicada em casos de trauma facial grave com suspeita de fratura de base de crânio (sinal do Guaxinim, sinal de Battle, otorragia), pelo risco de intubação intracraniana e agravamento da lesão. Quando as vias aéreas convencionais falham ou são contraindicadas, uma via aérea cirúrgica de emergência é imperativa. A cricotireoidostomia é o procedimento de escolha nessas situações, por ser mais rápida e tecnicamente mais simples de realizar em emergência do que a traqueostomia, que geralmente requer um ambiente cirúrgico mais controlado e tempo que o paciente grave não possui.
Sinais incluem frequência respiratória alterada, rebaixamento do nível de consciência (Glasgow baixo), sangramento profuso na cavidade oral/nasal, fraturas faciais instáveis, crepitação, estridor e dificuldade para manter a patência da via aérea.
A intubação nasotraqueal pode ser perigosa devido ao risco de passagem do tubo para o crânio através de uma fratura na base do crânio, causando lesão cerebral grave e infecção, sendo uma contraindicação absoluta.
É a escolha preferencial quando a intubação orotraqueal é impossível ou contraindicada (ex: trauma facial grave, obstrução de via aérea superior, falha de múltiplas tentativas de intubação) e uma via aérea cirúrgica é necessária rapidamente para salvar a vida do paciente.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo