Santa Casa de Limeira (SP) — Prova 2026
Homem de 29 anos, vítima de acidente com motocicleta, apresenta rebaixamento do nível de consciência, sangramento nasal e ausência de resposta verbal. Qual deve ser a conduta inicial?
GCS ≤ 8 ou rebaixamento do nível de consciência → Via aérea definitiva com controle cervical.
No trauma, a prioridade A (Airway) exige proteção da via aérea em pacientes com rebaixamento de consciência para prevenir aspiração e hipóxia, sempre mantendo a estabilização da coluna cervical.
O manejo inicial do trauma baseia-se na identificação e tratamento imediato de lesões que ameaçam a vida. O rebaixamento do nível de consciência (GCS ≤ 8) é uma indicação clássica para intubação orotraqueal, visando proteger a via aérea e garantir a oxigenação cerebral, prevenindo lesões secundárias. O controle cervical é parte integrante do passo 'A' do ABCDE, sendo fundamental em acidentes de alto impacto. O sangramento nasal em pacientes com trauma de face ou crânio reforça a necessidade de via aérea segura, pois o sangue pode ser aspirado ou dificultar a ventilação sob máscara.
A indicação de via aérea definitiva no trauma ocorre em situações de apneia, proteção de via aérea contra aspiração de sangue ou vômito, comprometimento iminente da via aérea (lesão inalatória, fraturas faciais), ou incapacidade de manter oxigenação adequada. O critério clínico mais comum é o rebaixamento do nível de consciência, classicamente definido por uma Escala de Coma de Glasgow (ECG) menor ou igual a 8. Nesses casos, a intubação orotraqueal é o método de escolha, preferencialmente via sequência rápida de intubação, garantindo sempre a manutenção da estabilização manual da coluna cervical para evitar lesões medulares secundárias.
Todo paciente vítima de trauma multissistêmico, especialmente com mecanismo de alta energia como acidentes de motocicleta, deve ser presumido como portador de lesão na coluna cervical até que se prove o contrário. Durante a laringoscopia e intubação orotraqueal, movimentos de hiperextensão do pescoço podem exacerbar uma lesão instável, levando a danos neurológicos permanentes ou óbito. Portanto, a manobra de estabilização manual em linha (MILS) deve ser realizada por um segundo assistente, removendo a parte anterior do colar cervical temporariamente sem permitir a movimentação do pescoço.
Não. De acordo com os preceitos do ATLS, a avaliação e estabilização seguem a sequência lógica A-B-C-D-E. A via aérea (A) e a ventilação (B) precedem qualquer exame de imagem diagnóstica. Um paciente com rebaixamento de consciência e sangramento nasal apresenta risco iminente de obstrução e aspiração. Transportar um paciente não estabilizado para a sala de tomografia é um erro crítico, pois o ambiente da TC não é adequado para manobras de ressuscitação de emergência. A estabilização hemodinâmica e respiratória é condição sine qua non para a realização de exames subsidiários.
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