UNITAU - Universidade de Taubaté (SP) — Prova 2025
Paciente vítima de colisão auto x ônibus é trazido pelos bombeiros à sala de trauma com colar cervical. À monitorização: frequência cardíaca de 140 bpm, pressão arterial de 80 x 40 mmHg, frequência respiratória de 36 ipm, saturação de oxigênio (com máscara de O2) de 84%. Apresenta instabilidade pélvica, equimose na parede abdominal na projeção do cinto de segurança e fratura exposta de tornozelo esquerdo sem sangramento ativo. Qual a primeira conduta a ser tomada?
Trauma grave com hipóxia e taquipneia → priorizar via aérea (Intubação Orotraqueal).
Em pacientes traumatizados com sinais de via aérea comprometida ou oxigenação inadequada (saturação < 90% mesmo com O2, taquipneia acentuada), a intubação orotraqueal é a primeira conduta para garantir a ventilação e oxigenação adequadas, conforme o 'A' do ABCDE do trauma.
O manejo inicial do paciente traumatizado segue rigorosamente o protocolo do ATLS (Advanced Trauma Life Support), que preconiza a abordagem sequencial do ABCDE. A avaliação da via aérea (A) e da respiração (B) são as prioridades absolutas, pois a hipóxia e a hipercapnia são causas reversíveis de morte precoce. A identificação de sinais como taquipneia e baixa saturação de oxigênio, mesmo com suplementação, indica falha respiratória iminente ou estabelecida. Neste cenário, a intubação orotraqueal é fundamental para assegurar uma via aérea patente, otimizar a oxigenação e ventilação, e proteger as vias aéreas de aspiração. A decisão de intubar deve ser rápida e baseada em critérios clínicos de insuficiência respiratória ou incapacidade de manter a via aérea. Outras condutas, como a avaliação hemodinâmica (C) ou a drenagem torácica (C, se pneumotórax hipertensivo), embora importantes, vêm após a estabilização da via aérea e respiração. Para residentes, é crucial dominar a sequência do ABCDE e reconhecer as indicações de intubação precoce no trauma. A instabilidade pélvica e o choque hipovolêmico (indicado pela hipotensão e taquicardia) são abordados na etapa C (Circulação), mas a correção da hipóxia é pré-requisito para qualquer medida de ressuscitação volêmica ser eficaz.
Sinais incluem taquipneia, saturação de oxigênio baixa, estridor, uso de musculatura acessória, agitação ou rebaixamento do nível de consciência.
A intubação garante a permeabilidade da via aérea, protege contra aspiração e permite ventilação e oxigenação controladas, cruciais para a sobrevivência do paciente em choque.
Embora importantes, indicando choque hipovolêmico, estas lesões são abordadas após a estabilização da via aérea e respiração, seguindo a sequência do ABCDE do trauma.
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