INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2024
Uma paciente de 64 anos é socorrida, em via pública, pelo SAMU por queda da própria altura com rebaixamento do nível de consciência. Ao exame físico, constata-se ferida cortocontusa na região occipital direita de 3 cm; Glasgow 9; pressão arterial de 110 × 70 mmHg; e frequência cardíaca de 88 batimentos por minuto. Ao exame pulmonar, percebe-se expansibilidade preservada bilateralmente e, à ausculta cardíaca, constata-se bulhas rítmicas e normofonéticas. O abdome apresenta-se flácido e indolor.Nesse caso, a conduta imediata deve ser a
Glasgow 9 + trauma → Proteger via aérea com tração da mandíbula, evitando extensão cervical.
Em pacientes com rebaixamento do nível de consciência (Glasgow 9) e suspeita de trauma (queda, ferida occipital), a prioridade é a proteção da via aérea. A manobra de tração anterior da mandíbula (jaw thrust) é a técnica preferencial para abrir a via aérea, pois minimiza o movimento da coluna cervical, protegendo contra lesões medulares.
O manejo da via aérea é a primeira e mais crítica etapa no atendimento ao paciente traumatizado, seguindo o protocolo ABCDE. Em pacientes com rebaixamento do nível de consciência, como indicado por um Glasgow Coma Scale (GCS) ≤ 8 ou 9, a capacidade de proteger a via aérea está comprometida, aumentando o risco de obstrução e aspiração. A presença de uma ferida occipital reforça a suspeita de trauma cranioencefálico e, consequentemente, de lesão da coluna cervical, exigindo cautela extrema. A conduta imediata deve focar em abrir e manter a via aérea pérvia, priorizando a proteção da coluna cervical. A manobra de tração anterior da mandíbula (jaw thrust) é a técnica de escolha, pois eleva a mandíbula e a língua para longe da faringe sem movimentar o pescoço. Diferentemente da manobra de inclinação da cabeça e elevação do mento (head tilt-chin lift), que é contraindicada em trauma devido ao risco de agravar uma lesão cervical. Após a abertura da via aérea, a ventilação com bolsa-máscara pode ser necessária para garantir a oxigenação adequada. A intubação orotraqueal é frequentemente indicada em pacientes com GCS ≤ 8 ou 9 para proteção definitiva da via aérea. É fundamental que o residente domine essas técnicas e os princípios de proteção da coluna cervical para evitar iatrogenias e otimizar o prognóstico do paciente traumatizado.
Um Glasgow Coma Scale (GCS) de 9 indica um rebaixamento significativo do nível de consciência, sugerindo um risco elevado de obstrução da via aérea e aspiração. Nesses casos, a proteção e o controle da via aérea são prioridades absolutas no atendimento inicial ao trauma.
A tração anterior da mandíbula (jaw thrust) é preferível em pacientes com suspeita de trauma, especialmente na cabeça e pescoço, porque abre a via aérea sem causar extensão ou flexão da coluna cervical, minimizando o risco de lesão medular em caso de fratura.
Após a abertura da via aérea com a manobra de jaw thrust, deve-se avaliar a necessidade de ventilação assistida (com bolsa-máscara) e considerar a intubação orotraqueal precoce para garantir a proteção definitiva da via aérea e a oxigenação adequada, especialmente se o paciente não conseguir manter a via aérea pérvia ou tiver hipoxemia.
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