HMASP - Hospital Militar de Área de São Paulo — Prova 2019
No atendimento inicial ao politraumatizado que chega ao pronto-socorro com estômago e bexiga cheios e Glasgow 4, devemos inicialmente realizar a:
Politraumatizado com Glasgow ≤ 8 → Intubação orotraqueal para via aérea definitiva e proteção.
Em pacientes politraumatizados com rebaixamento do nível de consciência (Glasgow ≤ 8), a prioridade é a proteção da via aérea. A intubação orotraqueal garante uma via aérea definitiva, prevenindo aspiração e assegurando ventilação adequada, crucial para a oxigenação cerebral e sistêmica.
O atendimento inicial ao politraumatizado segue a metodologia do ATLS (Advanced Trauma Life Support), que preconiza a avaliação primária baseada no ABCDE. A letra "A" (Airway) representa a via aérea com proteção da coluna cervical, sendo a prioridade máxima. Pacientes com rebaixamento do nível de consciência, especialmente com Escala de Coma de Glasgow (ECG) igual ou inferior a 8, têm risco aumentado de obstrução de via aérea e aspiração, necessitando de uma via aérea definitiva. A intubação orotraqueal é o método de escolha para estabelecer uma via aérea definitiva nesses casos, garantindo a permeabilidade, prevenindo a aspiração e permitindo a ventilação e oxigenação adequadas. Embora a descompressão gástrica (sonda orogástrica, se houver suspeita de trauma de base de crânio) e vesical sejam importantes, elas são secundárias à estabilização da via aérea e da respiração. A compreensão da sequência de prioridades no trauma é crucial para a prática clínica e para exames de residência. A falha em proteger a via aérea pode levar a complicações graves, como hipóxia cerebral, pneumonia aspirativa e morte. Portanto, a intubação precoce em pacientes com ECG ≤ 8 é uma medida salvadora de vidas e um conceito fundamental no manejo do trauma.
A prioridade inicial é a avaliação e manejo da via aérea. Em pacientes com Glasgow ≤ 8, a intubação orotraqueal para estabelecer uma via aérea definitiva é fundamental para prevenir aspiração e garantir oxigenação.
A intubação orotraqueal é a via preferencial para a via aérea definitiva. A passagem de sonda nasogástrica é contraindicada em suspeita de fratura de base de crânio devido ao risco de penetração intracraniana, sendo a orogástrica a alternativa para descompressão gástrica.
Os principais riscos incluem aspiração de conteúdo gástrico, hipóxia cerebral e sistêmica devido à ventilação inadequada, e obstrução da via aérea por queda da língua ou secreções, levando a piora neurológica e desfechos adversos.
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