Grupo OPTY - Rede de Oftalmologia — Prova 2024
Considerando que as imagens apresentadas são de uma criança de 20 meses, julgue o item.É mandatório assegurar via aéreas de imediato.
Em qualquer emergência pediátrica, assegurar a via aérea é a prioridade máxima (ABCDE), especialmente em crianças < 2 anos.
Em situações de emergência pediátrica, a avaliação e o manejo das vias aéreas são sempre a primeira prioridade, seguindo o protocolo ABCDE. Crianças, especialmente as mais jovens como um bebê de 20 meses, têm menor reserva fisiológica e podem descompensar rapidamente, tornando a manutenção da via aérea permeável crucial para a oxigenação e ventilação.
O manejo da via aérea em pediatria é a pedra angular do atendimento de emergência, dada a fisiologia peculiar das crianças e sua rápida descompensação em situações de estresse respiratório. Crianças, especialmente as menores de 2 anos, possuem vias aéreas mais estreitas, língua proporcionalmente maior e menor reserva funcional, tornando-as mais suscetíveis à obstrução e hipóxia. No contexto de uma emergência pediátrica, a avaliação primária segue a sequência ABCDE (Airway, Breathing, Circulation, Disability, Exposure). A avaliação da via aérea (A) é sempre a primeira etapa e deve ser realizada de forma imediata e sistemática. Sinais de obstrução ou comprometimento da via aérea, como estridor, roncos, esforço respiratório aumentado ou alteração do nível de consciência, exigem intervenção imediata. Assegurar a via aérea pode envolver desde manobras simples como posicionamento adequado (olfateio), elevação do queixo ou tração da mandíbula, até intervenções mais avançadas como aspiração, inserção de cânulas orofaríngeas/nasofaríngeas ou intubação endotraqueal. A capacidade de identificar rapidamente o comprometimento da via aérea e intervir eficazmente é uma habilidade essencial para todos os profissionais que atuam em emergências pediátricas, impactando diretamente o prognóstico do paciente.
Sinais incluem estridor, roncos, gemência, taquipneia, tiragem intercostal/subcostal, batimento de asas nasais, cianose, agitação ou letargia, e esforço respiratório aumentado.
Em crianças, a principal causa de parada cardiorrespiratória é a insuficiência respiratória. Assegurar uma via aérea permeável e uma ventilação adequada é fundamental para prevenir a hipóxia e a descompensação.
As manobras incluem a elevação do queixo e inclinação da cabeça (chin lift/head tilt) para crianças sem suspeita de trauma cervical, ou a tração da mandíbula (jaw thrust) em caso de suspeita de trauma.
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