PSU-MG - Processo Seletivo Unificado de Minas Gerais — Prova 2021
Adolescente de 10 anos de idade, sexo masculino, dá entrada no Pronto Atendimento carregado por seu pai, com história de febre há 72 horas e hoje está sonolento. Ao exame, responde mal ao comando verbal, FR: 12irpm; FC: 55bpm; TA: 39ºC; pulsos finos, SatO2: 89%; pressão arterial: 70x30mmHg; rigidez de nuca presente. A PRIMEIRA CONDUTA indicada é:
Adolescente com meningite, rebaixamento de consciência, bradicardia e FR baixa → priorizar intubação para proteção de via aérea e ventilação.
Em pacientes pediátricos com suspeita de meningite e sinais de deterioração neurológica (rebaixamento de consciência, bradicardia, bradipneia, hipotensão), a estabilização da via aérea e ventilação é a conduta inicial mais crítica para prevenir lesão cerebral secundária e garantir oxigenação adequada.
A meningite bacteriana aguda em pediatria é uma emergência médica que exige reconhecimento rápido e intervenção imediata para evitar sequelas neurológicas graves ou óbito. A apresentação clínica pode variar, mas sinais de rebaixamento do nível de consciência, instabilidade hemodinâmica ou respiratória indicam gravidade. A fisiopatologia envolve a inflamação das meninges, que pode levar ao aumento da pressão intracraniana (PIC) e, em casos graves, à herniação cerebral. Sinais como bradicardia, bradipneia e hipertensão (tríade de Cushing) são indicativos de PIC elevada, embora a hipotensão também possa ocorrer em choque séptico. O manejo inicial foca na estabilização do paciente, com prioridade para a via aérea, respiração e circulação. A intubação orotraqueal é crucial em pacientes com rebaixamento do nível de consciência, hipoventilação ou hipoxemia, garantindo a proteção da via aérea e a ventilação adequada. Após a estabilização, a antibioticoterapia empírica deve ser iniciada rapidamente, e a punção lombar realizada se não houver contraindicações, como sinais de herniação cerebral.
Sinais de alerta incluem rebaixamento do nível de consciência, bradicardia, bradipneia, hipotensão e sinais de herniação cerebral iminente, indicando a necessidade de proteção da via aérea.
A intubação é a primeira conduta para proteger a via aérea, garantir ventilação e oxigenação adequadas, e prevenir lesão cerebral secundária em um paciente com rebaixamento de consciência e instabilidade respiratória.
A prioridade é sempre a estabilização do ABC (Via Aérea, Respiração, Circulação). Se a via aérea ou a respiração estiverem comprometidas, a intubação precede outras intervenções como antibioticoterapia ou punção lombar.
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