UEPA Revalida - Universidade do Estado do Pará — Prova 2023
Homem 40 anos obeso, portador de Síndrome de Down, com macroglossia, apresentou crise convulsiva por 05 minutos. O SAMU foi acionado e na chegada da equipe de suporte avançado, o paciente encontrava-se em aparente pós ictal e com respiração ruidosa, mas evoluiu rapidamente para parada cardiorrespiratória. Foi iniciado compressão torácica que foi mantida por 2 minutos. Na chegada do desfibrilador verificou-se ritmo sinusal e no exame físico havia novamente pulso central palpável, mas paciente não respirava. A equipe do SAMU opta por via área definitiva para este paciente. Em relação ao manejo da via aérea deste paciente é correto afirmar que:
Síndrome de Down + macroglossia = via aérea difícil → preparo p/ alternativas (máscara laríngea, cricotireoidostomia).
Pacientes com Síndrome de Down frequentemente apresentam características anatômicas que dificultam a intubação orotraqueal, como macroglossia e anomalias craniofaciais. Em situações de emergência, como PCR, a equipe deve estar preparada para utilizar dispositivos supraglóticos ou realizar uma via aérea cirúrgica de urgência.
O manejo da via aérea em emergências é um pilar fundamental da medicina, exigindo preparo e conhecimento de algoritmos específicos. Em pacientes com Síndrome de Down, a abordagem é ainda mais desafiadora devido a características anatômicas como macroglossia, hipoplasia de terço médio da face e instabilidade atlantoaxial, que predispõem a uma via aérea difícil. A avaliação prévia e a prontidão para técnicas alternativas são cruciais. A identificação de uma via aérea difícil deve levar à preparação de um plano B e C, incluindo a disponibilidade de dispositivos supraglóticos (máscara laríngea) e a capacidade de realizar uma via aérea cirúrgica de urgência, como a cricotireoidostomia. A falha em intubar e ventilar adequadamente pode levar rapidamente à hipóxia e parada cardiorrespiratória, tornando a tomada de decisão rápida e assertiva vital. Em um cenário de PCR, a prioridade é restabelecer a oxigenação e ventilação. Se a intubação orotraqueal falhar, a transição para uma via aérea alternativa deve ser imediata. O treinamento contínuo em técnicas de via aérea e o conhecimento dos algoritmos de via aérea difícil são essenciais para garantir a segurança do paciente e o sucesso do procedimento em situações críticas.
Pacientes com Síndrome de Down podem apresentar macroglossia, hipoplasia maxilar, instabilidade atlantoaxial e estenose subglótica, que aumentam o risco de via aérea difícil.
As opções incluem dispositivos supraglóticos como a máscara laríngea e, em caso de falha, a via aérea cirúrgica de urgência, como a cricotireoidostomia.
A cricotireoidostomia é indicada como último recurso em cenários de "não consigo intubar, não consigo ventilar" (CICO - Can't Intubate, Can't Oxygenate), quando outras técnicas falharam.
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