Manejo da Via Aérea em Trauma com Suspeita de Lesão Cervical

DASA - Diagnósticos da América (SP) — Prova 2023

Enunciado

Assinale a alternativa correta com relação ao manejo da via aérea em casos em que há suspeita de lesão cervical.

Alternativas

  1. A) Quando houver suspeita de lesão da coluna cervical, um segundo socorrista deve manter fixa a região do pescoço do paciente, evitando a rotação ou a flexão durante a manobra de elevação da mandíbula.
  2. B) Quando a criança estiver consciente, recomenda-se a utilização da cânula orofaríngea.
  3. C) Quando a criança apresentar esforço respiratório inadequado, não se deve realizar intubação orotraqueal.
  4. D) Quando houver suspeita de trauma de face, recomenda-se o uso de intubação nasotraqueal.

Pérola Clínica

Suspeita de lesão cervical → imobilização manual da coluna cervical durante manobras de via aérea.

Resumo-Chave

Em casos de suspeita de lesão da coluna cervical, a prioridade é manter a imobilização manual em linha da coluna cervical para evitar movimentos de flexão, extensão ou rotação durante o manejo da via aérea, como a manobra de elevação da mandíbula, minimizando o risco de lesão medular secundária.

Contexto Educacional

O manejo da via aérea em pacientes traumatizados é uma das prioridades no atendimento inicial, seguindo o protocolo do ATLS (Advanced Trauma Life Support). Em casos de suspeita de lesão da coluna cervical, a abordagem da via aérea deve ser realizada com extrema cautela para evitar a movimentação excessiva do pescoço e a potencial lesão medular. A fisiopatologia de uma lesão medular cervical pode ser agravada por movimentos inadequados durante o manejo da via aérea. Por isso, a imobilização manual em linha da coluna cervical é fundamental, realizada por um segundo socorrista, enquanto o primeiro realiza a abertura da via aérea com a manobra de elevação da mandíbula (jaw thrust), que não exige hiperextensão do pescoço. Para o residente, é vital reconhecer a importância da estabilização cervical e as técnicas apropriadas para garantir uma via aérea pérvia sem comprometer a coluna. A intubação orotraqueal é geralmente a via preferencial para intubação em trauma, mesmo com suspeita de lesão cervical, desde que realizada com técnica de estabilização em linha. A cânula orofaríngea é contraindicada em pacientes conscientes devido ao risco de vômito e aspiração.

Perguntas Frequentes

Qual a importância da imobilização cervical no manejo da via aérea em trauma?

A imobilização cervical é crucial para prevenir ou minimizar o movimento da coluna cervical, protegendo a medula espinhal de lesões secundárias em pacientes com trauma potencial ou confirmado de coluna cervical.

Quais manobras de abertura de via aérea são seguras em pacientes com suspeita de lesão cervical?

A manobra de elevação da mandíbula (jaw thrust) é a preferida, pois minimiza o movimento da coluna cervical. A tração da mandíbula deve ser realizada por um segundo socorrista para manter a estabilização manual em linha.

Quando a intubação nasotraqueal é contraindicada em trauma?

A intubação nasotraqueal é contraindicada em casos de trauma de face grave, fratura de base de crânio suspeita ou confirmada, ou coagulopatia, devido ao risco de lesão e sangramento. A intubação orotraqueal é geralmente preferida, com imobilização cervical.

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