DASA - Diagnósticos da América (SP) — Prova 2023
Assinale a alternativa correta com relação ao manejo da via aérea em casos em que há suspeita de lesão cervical.
Suspeita de lesão cervical → imobilização manual da coluna cervical durante manobras de via aérea.
Em casos de suspeita de lesão da coluna cervical, a prioridade é manter a imobilização manual em linha da coluna cervical para evitar movimentos de flexão, extensão ou rotação durante o manejo da via aérea, como a manobra de elevação da mandíbula, minimizando o risco de lesão medular secundária.
O manejo da via aérea em pacientes traumatizados é uma das prioridades no atendimento inicial, seguindo o protocolo do ATLS (Advanced Trauma Life Support). Em casos de suspeita de lesão da coluna cervical, a abordagem da via aérea deve ser realizada com extrema cautela para evitar a movimentação excessiva do pescoço e a potencial lesão medular. A fisiopatologia de uma lesão medular cervical pode ser agravada por movimentos inadequados durante o manejo da via aérea. Por isso, a imobilização manual em linha da coluna cervical é fundamental, realizada por um segundo socorrista, enquanto o primeiro realiza a abertura da via aérea com a manobra de elevação da mandíbula (jaw thrust), que não exige hiperextensão do pescoço. Para o residente, é vital reconhecer a importância da estabilização cervical e as técnicas apropriadas para garantir uma via aérea pérvia sem comprometer a coluna. A intubação orotraqueal é geralmente a via preferencial para intubação em trauma, mesmo com suspeita de lesão cervical, desde que realizada com técnica de estabilização em linha. A cânula orofaríngea é contraindicada em pacientes conscientes devido ao risco de vômito e aspiração.
A imobilização cervical é crucial para prevenir ou minimizar o movimento da coluna cervical, protegendo a medula espinhal de lesões secundárias em pacientes com trauma potencial ou confirmado de coluna cervical.
A manobra de elevação da mandíbula (jaw thrust) é a preferida, pois minimiza o movimento da coluna cervical. A tração da mandíbula deve ser realizada por um segundo socorrista para manter a estabilização manual em linha.
A intubação nasotraqueal é contraindicada em casos de trauma de face grave, fratura de base de crânio suspeita ou confirmada, ou coagulopatia, devido ao risco de lesão e sangramento. A intubação orotraqueal é geralmente preferida, com imobilização cervical.
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