FBHC - Fundação de Beneficência Hospital de Cirurgia (SE) — Prova 2021
Sobre Trauma torácico, responda a alternativa ERRADA:
Maioria dos traumas torácicos → manejo conservador; toracotomia é para casos selecionados (ex: hemorragia maciça).
A maioria dos pacientes com trauma torácico é tratada com medidas não operatórias, como drenagem torácica, analgesia e suporte ventilatório. A toracotomia exploradora é reservada para indicações específicas, como sangramento maciço persistente ou lesões de grandes vasos/coração.
O trauma torácico é uma causa significativa de morbimortalidade e um tópico fundamental em emergências. É crucial entender que, ao contrário do que muitos pensam, a grande maioria dos traumas torácicos (aproximadamente 85-90%) não requer toracotomia exploradora. O manejo inicial foca na estabilização do paciente, controle da via aérea, ventilação e circulação, seguindo os princípios do ATLS. Procedimentos como a drenagem torácica para pneumotórax ou hemotórax são as intervenções mais comuns. A toracotomia é reservada para situações de risco de vida iminente, como hemorragia maciça persistente, lesões cardíacas ou de grandes vasos. A tomografia de tórax é uma ferramenta valiosa para pacientes estáveis, permitindo identificar lesões que podem não ser evidentes na radiografia simples. É importante também reconhecer as complicações do trauma torácico, como o tórax instável (causado por fraturas múltiplas de costelas que levam a um segmento da parede torácica a se mover paradoxalmente) e o tamponamento cardíaco, cujos sinais clássicos são a Tríade de Beck. O manejo da dor é essencial para prevenir complicações respiratórias como hipoventilação e atelectasias.
As principais indicações para toracotomia incluem sangramento maciço (drenagem inicial > 1500 mL ou > 200 mL/h por 2-4 horas), lesão de grandes vasos ou coração, lesão traqueobrônquica maior, fístula broncopleural persistente e lesões diafragmáticas.
A dor intensa associada a fraturas de costelas ou contusões da parede torácica pode levar à hipoventilação, atelectasias e pneumonia, devido à relutância do paciente em respirar profundamente e tossir. Um controle adequado da dor é crucial.
A Tríade de Beck consiste em hipotensão, turgência jugular e abafamento das bulhas cardíacas. Ela é um sinal clássico e tardio de tamponamento cardíaco, uma emergência que requer drenagem pericárdica imediata.
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