UFRN/HUOL - Hospital Universitário Onofre Lopes - Natal (RN) — Prova 2023
Um paciente foi vítima de atropelamento por veículo automotor, com trauma extenso de partes moles no membro inferior. Para esse caso, a conduta mais adequada é
Trauma extenso de partes moles → limpeza vigorosa, desbridamento e profilaxia antitetânica precoce.
Em traumas extensos de partes moles, a limpeza e o desbridamento são cruciais para remover tecido desvitalizado e contaminantes, prevenindo infecções. A profilaxia antitetânica deve ser realizada o mais rápido possível, idealmente nas primeiras 12 horas, devido ao risco de Clostridium tetani em feridas contaminadas.
O manejo de traumas extensos de partes moles, como os resultantes de atropelamentos, é um desafio clínico que exige uma abordagem multidisciplinar e sistemática. A prioridade inicial é a estabilização do paciente conforme o protocolo ABCDE do trauma. Uma vez estabilizado, a atenção se volta para a ferida, que frequentemente é contaminada e apresenta grande quantidade de tecido desvitalizado. A limpeza vigorosa e o desbridamento cirúrgico são pilares do tratamento. O desbridamento remove tecidos necróticos, corpos estranhos e bactérias, reduzindo o risco de infecção e promovendo a cicatrização. A profilaxia antitetânica é imperativa, pois feridas contaminadas são um portal de entrada para o Clostridium tetani. A decisão sobre a administração de vacina e/ou imunoglobulina deve ser baseada no tipo de ferida e no histórico vacinal do paciente. É crucial entender que a reparação de perdas de substância extensas não deve ser apressada, mas sim realizada após o controle da infecção e a obtenção de um leito de ferida limpo e vascularizado. Enxertos de pele e retalhos são opções de cobertura, mas a prioridade é a preparação adequada da ferida. O tratamento local da lesão deve ser integrado ao manejo sistêmico do trauma, e não antes da aplicação do ABCDE.
O desbridamento é fundamental para remover tecido desvitalizado, corpos estranhos e contaminantes da ferida. Isso reduz a carga bacteriana, melhora a vascularização local e cria um ambiente mais propício para a cicatrização, diminuindo o risco de infecção e promovendo a recuperação.
A profilaxia antitetânica deve ser realizada o mais precocemente possível em feridas traumáticas, idealmente nas primeiras 12 horas. A necessidade de vacina e/ou imunoglobulina depende do tipo de ferida (limpa ou tetanogênica) e do histórico vacinal do paciente.
Os princípios incluem controle de hemorragias, avaliação da extensão da lesão, limpeza vigorosa com soro fisiológico, desbridamento de tecidos desvitalizados, profilaxia antitetânica, cobertura adequada da ferida e, se necessário, antibioticoterapia. A avaliação de fraturas associadas e lesões neurovasculares também é crucial.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo