TCE Grave: Manejo da Via Aérea e Intubação Orotraqueal

SUS-SP - Sistema Único de Saúde de São Paulo — Prova 2022

Enunciado

Um homem de trinta anos de idade foi levado ao pronto-socorro após ser agredido, com uma paulada na cabeça. Ele falava e respirava sem ruído. Foi colocado o colar cervical, estava eupneico, com ausculta e expansibilidade pulmonar preservadas, tinha uma frequência cardíaca de 72 bpm e pulso radial amplo e cheio, estava corado e com perfusão periférica normal. Como havia um ferimento cortocontuso no couro cabeludo, foi feito um curativo compressivo e solicitado o material para sutura. Enquanto era aguardado o material, a enfermagem acionou a equipe médica para reavaliar o paciente, pois ele estava arresponsivo. Com base nesse caso hipotético, assinale a alternativa que apresenta a melhor conduta nesse momento.

Alternativas

  1. A) intubação orotraqueal e tomografia computadorizada de crânio
  2. B) máscara de oxigênio, cânula orofaríngea e tomografia computadorizada de crânio
  3. C) máscara de oxigênio, anteriorização da mandíbula e tomografia computadorizada de crânio
  4. D) cateter de oxigênio, cânula orofaríngea e tomografia computadorizada de crânio
  5. E) cateter de oxigênio, anteriorização da mandíbula e tomografia computadorizada de crânio

Pérola Clínica

TCE com deterioração neurológica (arresponsivo) → IOT para proteção de via aérea + TC crânio.

Resumo-Chave

A deterioração aguda do nível de consciência em um paciente com trauma cranioencefálico indica uma emergência neurológica e requer proteção imediata da via aérea. A intubação orotraqueal é a medida mais eficaz para prevenir obstrução e aspiração, seguida da investigação diagnóstica com TC de crânio.

Contexto Educacional

O trauma cranioencefálico (TCE) é uma das principais causas de morbimortalidade, especialmente em jovens. A avaliação e o manejo iniciais seguem os princípios do Advanced Trauma Life Support (ATLS), com foco na estabilização da via aérea, respiração e circulação. A deterioração neurológica, como a evolução para arresponsividade, é um sinal de alerta crítico que exige intervenção imediata para prevenir lesão cerebral secundária. A proteção da via aérea é a prioridade máxima em pacientes com rebaixamento do nível de consciência, pois eles estão em alto risco de obstrução e aspiração. A intubação orotraqueal (IOT) é a medida definitiva para assegurar a permeabilidade da via aérea, otimizar a oxigenação e ventilação, e permitir o controle da PCO2, que é vital para o manejo da pressão intracraniana. Após a estabilização inicial, a tomografia computadorizada (TC) de crânio é indispensável para identificar lesões intracranianas que possam estar causando a deterioração neurológica. O manejo subsequente envolve o controle da pressão intracraniana, suporte hemodinâmico e tratamento de lesões específicas. Residentes devem estar aptos a reconhecer rapidamente a deterioração neurológica no TCE e agir prontamente para estabilizar o paciente.

Perguntas Frequentes

Quando a intubação orotraqueal é indicada em pacientes com TCE?

A intubação orotraqueal é indicada em pacientes com TCE que apresentam rebaixamento do nível de consciência (Glasgow ≤ 8), incapacidade de proteger a via aérea, hipoxemia ou hipercapnia refratárias, ou sinais de herniação cerebral iminente.

Quais são os principais objetivos do manejo da via aérea no TCE?

Os principais objetivos são garantir a permeabilidade da via aérea, prevenir a hipoxemia e a hipercapnia, que podem agravar a lesão cerebral secundária, e proteger contra a aspiração de conteúdo gástrico.

Qual a importância da tomografia de crânio no TCE grave?

A tomografia computadorizada de crânio é o exame de imagem de escolha no TCE grave para identificar lesões intracranianas como hematomas, contusões, edema e fraturas, que podem exigir intervenção neurocirúrgica urgente.

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