FAA/UNIFAA - Hospital Escola Luiz Gioseffi Jannuzzi (RJ) — Prova 2015
Você é um médico visitando um senhor com câncer de pulmão. Ele não consegue dormir porque está tossindo muito. O que você pode fazer para ajudá-lo com relação à tosse?
Tosse refratária em câncer de pulmão → Codeína 30mg 6/6h para controle sintomático.
A tosse em pacientes com câncer de pulmão pode ser debilitante, impactando a qualidade de vida e o sono. Opioides como a codeína são eficazes no controle da tosse refratária, atuando centralmente para suprimir o reflexo da tosse. A dosagem deve ser ajustada para otimizar o alívio e minimizar efeitos adversos.
A tosse é um sintoma prevalente e debilitante em pacientes com câncer de pulmão avançado, impactando significativamente a qualidade de vida, o sono e o bem-estar geral. O manejo eficaz da tosse é um pilar fundamental do cuidado paliativo, visando aliviar o sofrimento e proporcionar conforto ao paciente. A avaliação da tosse deve incluir a identificação de causas tratáveis, como infecções ou broncoespasmo, antes de iniciar a terapia sintomática. A fisiopatologia da tosse em câncer de pulmão é multifatorial, envolvendo irritação direta das vias aéreas pelo tumor, compressão brônquica, acúmulo de secreções, linfangite carcinomatosa ou até mesmo efeitos adversos de tratamentos como radioterapia. O diagnóstico é clínico, baseado na história do paciente e na exclusão de outras causas. A suspeita de tosse refratária surge quando medidas não farmacológicas e tratamentos específicos para a causa subjacente não são suficientes. O tratamento da tosse refratária em pacientes oncológicos frequentemente envolve o uso de opioides, como a codeína, devido à sua eficácia em suprimir o reflexo da tosse centralmente. A dose de 30 mg a cada 6 horas é um regime inicial comum, que pode ser ajustado conforme a resposta e tolerância do paciente. Outras opções incluem morfina em baixas doses, gabapentina ou nebulizações com lidocaína, dependendo da etiologia e gravidade. O prognóstico está ligado ao controle sintomático e à melhora da qualidade de vida.
A tosse em pacientes com câncer de pulmão pode ser causada pelo tumor em si (compressão de vias aéreas, irritação), metástases, infecções oportunistas, efeitos colaterais de tratamentos ou acúmulo de secreções.
A codeína é um opioide que atua centralmente no tronco cerebral, deprimindo o centro da tosse. Ela também pode ter um leve efeito sedativo, contribuindo para o alívio do desconforto e melhora do sono.
Os efeitos adversos mais comuns incluem constipação, náuseas, sonolência e tontura. A constipação pode ser prevenida com laxantes, e a dose deve ser titulada para minimizar a sonolência excessiva.
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