UESPI - Universidade Estadual do Piauí — Prova 2021
AMS, 57 anos, masculino, com diagnóstico de adenocarcinoma pulmonar metastático em tratamento quimioterápico, vem em consulta queixando-se de tosse. Qual é a melhor droga para o controle dos sintomas do paciente?
Tosse em câncer pulmonar metastático → opioides são eficazes. Codeína é primeira linha para tosse oncológica sintomática.
Em pacientes com câncer de pulmão metastático e tosse, o controle sintomático é prioritário nos cuidados paliativos. Opioides, como a codeína, são eficazes antitussígenos, atuando centralmente para suprimir o reflexo da tosse. A codeína é frequentemente a escolha inicial devido ao seu perfil de eficácia e segurança para este sintoma.
A tosse é um sintoma prevalente e frequentemente angustiante em pacientes com câncer de pulmão, especialmente naqueles com doença metastática. Ela pode impactar significativamente a qualidade de vida, causando dor, fadiga, insônia e ansiedade. Nos cuidados paliativos, o objetivo principal é o alívio dos sintomas e o conforto do paciente. A fisiopatologia da tosse em câncer de pulmão pode ser multifatorial, incluindo irritação direta das vias aéreas pelo tumor, compressão brônquica, infecção, derrame pleural ou efeitos colaterais da quimioterapia. O manejo da tosse em pacientes oncológicos deve ser individualizado. Para a tosse seca e irritativa, os antitussígenos opioides são a pedra angular do tratamento. A codeína é frequentemente a escolha inicial devido à sua eficácia e perfil de segurança. Ela atua centralmente, suprimindo o reflexo da tosse. Se a tosse for refratária à codeína, outros opioides, como a morfina, podem ser considerados, ajustando a dose para obter alívio com mínimos efeitos adversos. É importante diferenciar a tosse produtiva da tosse seca, pois mucolíticos podem ser úteis na primeira. Corticosteroides podem ser benéficos se houver um componente inflamatório ou broncoespasmo. A compreensão da etiologia da tosse e a escolha do tratamento mais apropriado são habilidades essenciais para residentes que atuam em oncologia e cuidados paliativos, visando proporcionar o máximo conforto aos pacientes.
A melhor abordagem é o controle sintomático, visando melhorar a qualidade de vida. Opioides, como a codeína, são considerados a primeira linha de tratamento para a tosse persistente e debilitante em pacientes com câncer de pulmão, devido à sua ação central no reflexo da tosse.
A codeína é um opioide de baixa potência que atua no centro da tosse no tronco cerebral, elevando o limiar para o reflexo da tosse. É eficaz para a tosse seca e irritativa comum em pacientes com câncer de pulmão e tem um perfil de efeitos colaterais geralmente manejável em doses terapêuticas.
Se a tosse for refratária à codeína, outros opioides mais potentes como a morfina podem ser utilizados. Corticosteroides podem ser úteis se houver um componente inflamatório ou obstrutivo brônquico. Mucolíticos (como ambroxol) são indicados se houver produção excessiva de muco, mas não são a primeira escolha para tosse seca.
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