FAMERP/HB - Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto - Hospital de Base (SP) — Prova 2025
Paciente 3 meses com quadro de tosse seca há mais 14 dias, febricula, coriza, espirros, tosse após vômitos e com perda de fôlego. Suspeitou-se de coqueluche além deSRAG, com coleta de painel viral. Com relação à Coqueluche assinale a alternativa correta:
Suspeita de coqueluche → Notificação imediata + Azitromicina + Isolamento (5 dias) + Profilaxia de contatos.
O manejo da coqueluche exige notificação compulsória imediata na suspeita clínica, coleta de exames específicos (PCR/Cultura), início precoce de macrolídeos e bloqueio de contatos íntimos.
A coqueluche, causada pela Bordetella pertussis, permanece um desafio de saúde pública, especialmente em lactentes jovens que ainda não completaram o esquema vacinal primário. O quadro clínico clássico evolui em fases (catarral, paroxística e convalescença), mas em bebês pode se manifestar apenas com apneia e cianose. O diagnóstico padrão-ouro envolve a cultura de secreção de nasofaringe, embora a PCR seja mais sensível e rápida. O tratamento de escolha são os macrolídeos, sendo a azitromicina a droga preferencial por sua posologia simplificada e melhor tolerância. A intervenção precoce reduz a transmissibilidade e a gravidade dos sintomas se iniciada na fase catarral.
A notificação deve ser realizada imediatamente diante da suspeita clínica, não sendo necessário aguardar resultados laboratoriais de PCR ou cultura para iniciar o processo epidemiológico.
O paciente deve ser mantido em isolamento de gotículas por 5 dias após o início do tratamento com antibiótico adequado (geralmente azitromicina).
Todos os contatos íntimos (domiciliares, escolares ou de creches) devem receber quimioprofilaxia com azitromicina, independentemente do estado vacinal, para interromper a cadeia de transmissão.
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