Manejo da Coqueluche: Notificação, Tratamento e Profilaxia

FAMERP/HB - Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto - Hospital de Base (SP) — Prova 2025

Enunciado

Paciente 3 meses com quadro de tosse seca há mais 14 dias, febricula, coriza, espirros, tosse após vômitos e com perda de fôlego. Suspeitou-se de coqueluche além deSRAG, com coleta de painel viral. Com relação à Coqueluche assinale a alternativa correta:

Alternativas

  1. A) Realizar a notificação compulsória, realizar a coleta de PCR e cultura de nasoeorofaringe para Bordetella pertussis, iniciar tratamento com azitromicina, manter isolamento por gotículas por 5 dias e iniciar medidas de controles quimioprofilaxia dos contactuantes íntimos com azitromicina.
  2. B) Realizar a notificação compulsória somente na confirmação do exame, realizar a coleta de PCR e cultura para Bordetella pertussis, iniciar tratamento com azitromicina, manterisolamento por 5 dias e sem necessidade de iniciar medidas de controles dos contactuante com azitromicina.
  3. C) Realizar a notificação compulsória na suspeita, realizar a coleta de PCR e cultura para Bordetella pertussis e exame sorológico para Bordetella pertussis, iniciar tratamento com azitromicina, manter isolamento por 72 horas e sem necessidade de iniciar medidas de controles dos contactuante com azitromicina.
  4. D) Realizar a notificação compulsória na suspeita, realizar a coleta de PCR e cultura para Bordetella pertussis, iniciar tratamento com azitromicina, manter isolamento por gotículas por 24 horas e sem necessidade de iniciar medidas de controles de quimioprofilaxia dos contactuantes com azitromicina.

Pérola Clínica

Suspeita de coqueluche → Notificação imediata + Azitromicina + Isolamento (5 dias) + Profilaxia de contatos.

Resumo-Chave

O manejo da coqueluche exige notificação compulsória imediata na suspeita clínica, coleta de exames específicos (PCR/Cultura), início precoce de macrolídeos e bloqueio de contatos íntimos.

Contexto Educacional

A coqueluche, causada pela Bordetella pertussis, permanece um desafio de saúde pública, especialmente em lactentes jovens que ainda não completaram o esquema vacinal primário. O quadro clínico clássico evolui em fases (catarral, paroxística e convalescença), mas em bebês pode se manifestar apenas com apneia e cianose. O diagnóstico padrão-ouro envolve a cultura de secreção de nasofaringe, embora a PCR seja mais sensível e rápida. O tratamento de escolha são os macrolídeos, sendo a azitromicina a droga preferencial por sua posologia simplificada e melhor tolerância. A intervenção precoce reduz a transmissibilidade e a gravidade dos sintomas se iniciada na fase catarral.

Perguntas Frequentes

Quando deve ser feita a notificação de coqueluche?

A notificação deve ser realizada imediatamente diante da suspeita clínica, não sendo necessário aguardar resultados laboratoriais de PCR ou cultura para iniciar o processo epidemiológico.

Qual o tempo de isolamento para pacientes com coqueluche?

O paciente deve ser mantido em isolamento de gotículas por 5 dias após o início do tratamento com antibiótico adequado (geralmente azitromicina).

Quem deve receber quimioprofilaxia após contato com coqueluche?

Todos os contatos íntimos (domiciliares, escolares ou de creches) devem receber quimioprofilaxia com azitromicina, independentemente do estado vacinal, para interromper a cadeia de transmissão.

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