São Leopoldo Mandic - Faculdade de Medicina (SP) — Prova 2025
Qual das opções abaixo descreve melhor o manejo inicial da SOP em pacientes que não desejam engravidar e apresentam sintomas de hiperandrogenismo?
SOP sem desejo gestacional → 1ª linha: Anticoncepcionais orais combinados (ACOs) para regular ciclo e tratar hiperandrogenismo.
Em pacientes com SOP que não desejam engravidar, os ACOs são a primeira linha para controle do ciclo e do hiperandrogenismo. A metformina é indicada para pacientes com distúrbios metabólicos associados, como intolerância à glicose ou DM2, não sendo a escolha inicial para todas.
A Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP) é a endocrinopatia mais comum em mulheres em idade reprodutiva, caracterizada por um espectro de disfunções reprodutivas e metabólicas. A fisiopatologia envolve uma complexa interação entre hiperandrogenismo, resistência à insulina e disfunção ovulatória. O diagnóstico é baseado nos Critérios de Rotterdam, exigindo a exclusão de outras patologias com quadro clínico semelhante. O manejo da SOP é individualizado e focado nos objetivos da paciente. Para mulheres que não desejam engravidar, a primeira linha de tratamento visa o controle do ciclo menstrual, a proteção endometrial e o manejo do hiperandrogenismo. Os anticoncepcionais orais combinados (ACOs) são a terapia de escolha, pois atuam em múltiplos alvos da fisiopatologia, regularizando os ciclos e melhorando os sinais de excesso de androgênios. Agentes sensibilizadores de insulina, como a metformina, têm um papel importante, mas específico. São indicados para pacientes com SOP que apresentam distúrbios metabólicos, como intolerância à glicose, diabetes tipo 2 ou síndrome metabólica. Embora possa melhorar a regularidade menstrual em algumas pacientes, a metformina não é considerada a primeira linha para este fim ou para o tratamento do hirsutismo isoladamente. Mudanças no estilo de vida, como dieta e exercícios, são fundamentais para todas as pacientes, especialmente aquelas com sobrepeso ou obesidade.
Utilizam-se os Critérios de Rotterdam, que exigem a presença de pelo menos dois dos três seguintes: 1) Oligo ou anovulação (ciclos irregulares); 2) Sinais clínicos ou bioquímicos de hiperandrogenismo; 3) Ovários policísticos à ultrassonografia, após a exclusão de outras causas.
Eles regularizam o ciclo menstrual (protegendo o endométrio contra hiperplasia), suprimem a produção de LH e androgênios ovarianos, aumentam a globulina ligadora de hormônios sexuais (SHBG), o que diminui a testosterona livre, e controlam os sintomas de hiperandrogenismo como acne e hirsutismo.
As complicações incluem um risco aumentado de diabetes mellitus tipo 2, dislipidemia, doença cardiovascular, esteatose hepática não alcoólica, apneia do sono e, devido à anovulação crônica e exposição estrogênica sem oposição da progesterona, hiperplasia e câncer de endométrio.
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