UNICAMP/HC - Hospital de Clínicas da Unicamp - Campinas (SP) — Prova 2025
Mulher, 49a, é trazida à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) com queixa de sangramento genital intenso. Traz resultado de biópsia coletada há 14 dias com diagnóstico de carcinoma epidermoide de colo uterino. Nega uso de medicamentos. Exame físico: descorada 2+/4+; FC=108bpm; PA=102/50mmHg. Exame ginecológico= lesão tumoral de 5cm no colo uterino, com sangramento ativo em moderada quantidade.ALÉM DA ESTABILIZAÇÃO HEMODINÂMICA, A CONDUTA IMEDIATA NA UPA DEVE SER:
Câncer de colo uterino sangrante + instabilidade → Estabilização hemodinâmica + tamponamento vaginal/ácido tranexâmico.
Em pacientes com carcinoma de colo uterino e sangramento ativo, após a estabilização hemodinâmica inicial, a prioridade é controlar a hemorragia local. Medidas como tamponamento vaginal, uso de ácido tranexâmico ou sutura do colo podem ser necessárias para cessar o sangramento enquanto se avaliam opções mais definitivas.
O carcinoma epidermoide de colo uterino é uma neoplasia ginecológica comum, e o sangramento vaginal é um sintoma frequente, podendo ser intenso e levar à instabilidade hemodinâmica. O manejo adequado é crucial para a sobrevida da paciente e exige uma abordagem rápida e eficaz. A fisiopatologia do sangramento tumoral envolve a fragilidade dos vasos sanguíneos neoformados no tumor, que são propensos a ruptura. O diagnóstico é clínico, com visualização da lesão sangrante. A suspeita deve ser alta em pacientes com história de câncer cervical e sangramento agudo. O tratamento inicial foca na estabilização hemodinâmica (fluidos, transfusão) e no controle local do sangramento. Medidas como tamponamento vaginal, sutura da lesão, uso de ácido tranexâmico ou, em casos refratários, embolização arterial uterina ou ligadura de artérias hipogástricas, são essenciais para o manejo da hemorragia.
O sangramento vaginal intenso em pacientes com câncer de colo uterino é frequentemente causado pela própria lesão tumoral, que é friável e vascularizada, podendo ulcerar e sangrar espontaneamente ou após trauma mínimo.
Após a estabilização hemodinâmica, medidas locais como tamponamento vaginal com gaze ou compressas, sutura da lesão sangrante, ou aplicação de agentes hemostáticos tópicos são opções para o controle imediato do sangramento.
A embolização arterial uterina é uma opção para controle de sangramento refratário a medidas locais, especialmente em pacientes com instabilidade hemodinâmica persistente ou sangramento volumoso, oferecendo uma alternativa menos invasiva à cirurgia.
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