RPMO: Exames Essenciais para Diagnóstico e Manejo

HIS - Hospital Infantil Sabará (SP) — Prova 2022

Enunciado

Você está atendendo uma paciente do sexo feminino de 14 anos de idade, primigesta, com idade gestacional de 33 semanas. Ela foi admitida na unidade de emergência com queixa de perda líquida há 2 horas, sem outros sintomas associados. Ao exame físico, apresenta frequência cardíaca de 80 bpm, temperatura axilar de 36°C, altura uterina de 31 cm, dinâmica uterina ausente e batimentos cardíacos fetais 146 bpm. No exame especular foi visto líquido claro, coletado em fundo de saco posterior. Toque vaginal não realizado.Quais exames complementares devem ser solicitados neste momento?

Alternativas

  1. A) Urina tipo I, hemograma e radiografia de tórax em PA e perfil.
  2. B) Urocultura, hemograma e radiografia de tórax em PA e perfil.
  3. C) Tipagem sanguínea (ABO e Rh), hemograma e ultrassonografia obstétrica.
  4. D) Urina tipo I, hemograma, proteína C reativa e ultrassonografia obstétrica.
  5. E) Urocultura, tipagem sanguínea (ABO e Rh) e proteína C reativa.

Pérola Clínica

Na RPMO, investigar infecção (hemograma, PCR, Urina I) e avaliar feto (USG) são essenciais.

Resumo-Chave

Em casos de Ruptura Prematura de Membranas Ovulares (RPMO), é crucial investigar sinais de infecção (corioamnionite) através de exames como hemograma e Proteína C Reativa (PCR), além de rastrear infecções urinárias (Urina tipo I). A ultrassonografia obstétrica é fundamental para avaliar o volume de líquido amniótico, a vitalidade fetal e a biometria.

Contexto Educacional

A Ruptura Prematura de Membranas Ovulares (RPMO) é uma condição obstétrica que exige uma avaliação rápida e abrangente para identificar complicações e guiar a conduta. Após o diagnóstico clínico de RPMO, a investigação complementar visa principalmente detectar sinais de infecção intra-amniótica (corioamnionite) e avaliar o bem-estar fetal, além de descartar outras condições associadas. Os exames laboratoriais essenciais incluem o hemograma completo, que pode indicar leucocitose com desvio à esquerda em caso de infecção, e a Proteína C Reativa (PCR), um marcador inflamatório que se eleva rapidamente em processos infecciosos. A Urina tipo I é fundamental para rastrear infecções do trato urinário, que são comuns na gestação e representam um fator de risco para corioamnionite. A ultrassonografia obstétrica é indispensável para avaliar o volume de líquido amniótico, que tipicamente estará diminuído (oligodramnia) após a RPMO, e para monitorar a vitalidade fetal, a biometria e a apresentação. Esses exames, em conjunto, fornecem informações cruciais para o manejo da paciente, que pode incluir antibioticoterapia, corticoterapia para maturação pulmonar fetal e monitoramento rigoroso, dependendo da idade gestacional e da presença de infecção.

Perguntas Frequentes

Por que a proteína C reativa (PCR) é importante na avaliação da RPMO?

A Proteína C Reativa (PCR) é um marcador inflamatório que, junto com o hemograma, auxilia na detecção precoce de infecção intra-amniótica (corioamnionite), uma complicação grave da RPMO.

Qual o papel da ultrassonografia obstétrica no manejo da RPMO?

A ultrassonografia é vital para avaliar o volume de líquido amniótico (oligodramnia), a apresentação fetal, a biometria fetal e a vitalidade, auxiliando na decisão sobre a conduta e no monitoramento do bem-estar do feto.

Por que a Urina tipo I é solicitada em casos de RPMO?

A Urina tipo I é solicitada para rastrear infecções do trato urinário, que são comuns na gestação e podem ser um fator de risco ou complicação associada à RPMO, contribuindo para a infecção ascendente.

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