HIV e PROM: Conduta no Parto para Prevenir Transmissão Vertical

SURCE - Sistema Único de Residência do Ceará — Prova 2024

Enunciado

Primigesta de 35 semanas, acompanhada no pré-natal de alto risco por HIV, admitida na maternidade com diagnóstico confirmado pelo exame especular de rotura anteparto de membranas ovulares há 1 hora. Paciente refere boa adesão ao uso de terapia antirretroviral (TARV) oral e traz carga viral de HIV indetectável coletada no segundo trimestre. Frequência cardíaca fetal de 144 batimentos/min. Atividade uterina ausente. Apresentação fetal cefálica. Colo encontra-se posterior e sem dilatação visível ao exame especular. A conduta adequada é:

Alternativas

  1. A) Manter TARV oral e realizar cesárea imediata.
  2. B) Iniciar zidovudina (AZT) endovenosa e realizar cesárea após 3 horas.
  3. C) Iniciar zidovudina (AZT) endovenosa e induzir parto vaginal com ocitocina ou misoprostol.
  4. D) Iniciar terapia antibiótica e aguardar 37 semanas de idade gestacional ou início de trabalho de parto espontâneo

Pérola Clínica

HIV+ gestante com PROM e CV indetectável: AZT IV + cesárea eletiva para ↓ TV.

Resumo-Chave

Em gestantes HIV positivas com carga viral indetectável e rotura prematura de membranas, a conduta padrão é iniciar zidovudina endovenosa e realizar cesárea eletiva. Isso visa minimizar o tempo de exposição do feto ao sangue materno e secreções vaginais, reduzindo o risco de transmissão vertical do HIV.

Contexto Educacional

O manejo da gestante HIV positiva com rotura prematura de membranas (PROM) é um tema crítico na obstetrícia de alto risco, visando primordialmente a prevenção da transmissão vertical (TV) do HIV. A decisão sobre a via de parto e a profilaxia antirretroviral deve considerar a carga viral materna, o tempo de rotura das membranas e a idade gestacional. Mesmo com carga viral indetectável, a PROM aumenta o risco de TV devido à exposição do feto ao sangue e secreções maternas, tornando a conduta mais cautelosa. A profilaxia com zidovudina (AZT) endovenosa é um pilar fundamental neste cenário, sendo administrada antes do parto para garantir níveis terapêuticos no feto. A cesárea eletiva, realizada após 3 horas do início do AZT IV, é a via de parto preferencial em casos de PROM em gestantes HIV, especialmente se a carga viral não for consistentemente indetectável ou se houver outros fatores de risco. Esta abordagem minimiza o tempo de exposição do feto ao canal de parto, reduzindo significativamente as chances de infecção. É essencial que residentes compreendam as diretrizes atualizadas para otimizar os desfechos materno-infantis e garantir a saúde do recém-nascido.

Perguntas Frequentes

Qual a conduta inicial para gestante HIV com rotura prematura de membranas?

A conduta inicial para gestante HIV com rotura prematura de membranas, mesmo com carga viral indetectável, inclui a internação, avaliação da vitalidade fetal e o início da profilaxia com zidovudina (AZT) endovenosa. A via de parto será definida a seguir.

Por que a cesárea é indicada em gestantes HIV com rotura de membranas?

A cesárea é indicada para reduzir o risco de transmissão vertical do HIV, especialmente quando há rotura de membranas. A exposição prolongada do feto às secreções cervicovaginais e ao sangue materno durante o trabalho de parto vaginal aumenta a chance de infecção, mesmo com carga viral indetectável.

Quando a zidovudina endovenosa é administrada no parto de gestantes HIV?

A zidovudina endovenosa (AZT IV) é administrada no início do trabalho de parto ou 3 horas antes da cesárea eletiva em gestantes HIV positivas. Este esquema profilático é crucial para reduzir a transmissão vertical, complementando a terapia antirretroviral oral.

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