RPMO na 30ª Semana: Conduta e Manejo

Santa Casa de São Paulo - ISCMSP/FCMSCSP (SP) — Prova 2024

Enunciado

Gestante internada com rotura prematura de membranas ovulares na 30ª semana. Considerando as informações, assinale a alternativa que apresenta a melhor alternativa.

Alternativas

  1. A) Observar paciente internada até o parto. Em caso de trabalho de parto prematuro, na ausência de infecção, está indicada tocólise devido à idade gestacional precoce.
  2. B) Está indicada corticoterapia para maturação pulmonar fetal, monitoramento de vitalidade fetal, rastreio de infecção. Iniciar profilaxia strepto B, pois a rotura de bolsa aumenta o risco de trabalho de parto prematuro. Manter internada.
  3. C) Internar, iniciar inibição de trabalho de parto prematuro preventivamente, pois a rotura de membranas predispõe a parto prematuro. Realizar corticoterapia para maturação pulmonar fetal e profilaxia para stepto B.
  4. D) Observar por 4 a 6 h. Se paciente permanecer fora de trabalho de parto, poderá ter seguimento ambulatorial, devendo retomar se febre ou fisometria.
  5. E) Indicado parto imediato pela idade gestacional e rotura de membranas, para prevenir risco infeccioso.

Pérola Clínica

RPMO < 34 semanas → Corticoides, ATB profilático, monitoramento e internação para prolongar gestação.

Resumo-Chave

Na rotura prematura de membranas (RPMO) antes de 34 semanas, a conduta é expectante e conservadora, visando prolongar a gestação. Isso inclui corticoterapia para maturação pulmonar, antibioticoprofilaxia para infecção e monitoramento rigoroso materno-fetal, mantendo a paciente internada.

Contexto Educacional

A rotura prematura de membranas ovulares (RPMO) é uma complicação obstétrica que ocorre em aproximadamente 3% das gestações, sendo responsável por cerca de 30% dos partos prematuros. Quando ocorre antes de 34 semanas de gestação, como no caso da questão (30ª semana), o manejo visa prolongar a gestação para permitir a maturação fetal, minimizando os riscos de prematuridade extrema, ao mesmo tempo em que se previne a infecção. A conduta para RPMO antes de 34 semanas é predominantemente expectante e conservadora. A paciente deve ser internada para monitoramento contínuo. A corticoterapia (com betametasona ou dexametasona) é fundamental para acelerar a maturação pulmonar fetal, reduzindo a incidência e a gravidade da síndrome do desconforto respiratório neonatal e outras morbidades associadas à prematuridade. Além disso, a antibioticoterapia profilática é indicada para prolongar o período de latência (tempo entre a RPMO e o parto) e prevenir a corioamnionite e a sepse neonatal, sendo a profilaxia para Streptococcus do Grupo B (GBS) parte integrante desse esquema. O monitoramento da vitalidade fetal e o rastreio de infecção materna (febre, taquicardia, dor uterina, leucocitose, proteína C reativa elevada) são essenciais. A tocólise não é rotineiramente indicada na RPMO, pois não prolonga significativamente a gestação e pode mascarar infecções. O parto imediato é reservado para casos de infecção materna, sofrimento fetal ou trabalho de parto ativo incontrolável. O objetivo é equilibrar os riscos da prematuridade com os riscos de infecção, buscando o melhor desfecho para mãe e feto.

Perguntas Frequentes

Qual a conduta inicial para RPMO na 30ª semana de gestação?

A conduta inicial para RPMO na 30ª semana é expectante e conservadora. Inclui internação hospitalar, corticoterapia para maturação pulmonar fetal, antibioticoprofilaxia para prolongar o período de latência e prevenir infecção, e monitoramento rigoroso da vitalidade fetal e sinais de infecção materna.

Por que a corticoterapia é indicada na RPMO antes de 34 semanas?

A corticoterapia (betametasona ou dexametasona) é indicada na RPMO antes de 34 semanas para acelerar a maturação pulmonar fetal e reduzir o risco de síndrome do desconforto respiratório neonatal, hemorragia intraventricular e enterocolite necrosante, melhorando os desfechos neonatais.

Quando iniciar a profilaxia para Streptococcus B na RPMO?

A profilaxia para Streptococcus B (GBS) é indicada em casos de RPMO, pois a rotura de membranas aumenta o risco de infecção intra-amniótica e transmissão vertical do GBS. Geralmente, inicia-se a antibioticoterapia com ampicilina ou penicilina, seguindo as diretrizes para prevenção da doença neonatal por GBS.

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