Santa Casa de São Paulo - ISCMSP/FCMSCSP (SP) — Prova 2024
Gestante internada com rotura prematura de membranas ovulares na 30ª semana. Considerando as informações, assinale a alternativa que apresenta a melhor alternativa.
RPMO < 34 semanas → Corticoides, ATB profilático, monitoramento e internação para prolongar gestação.
Na rotura prematura de membranas (RPMO) antes de 34 semanas, a conduta é expectante e conservadora, visando prolongar a gestação. Isso inclui corticoterapia para maturação pulmonar, antibioticoprofilaxia para infecção e monitoramento rigoroso materno-fetal, mantendo a paciente internada.
A rotura prematura de membranas ovulares (RPMO) é uma complicação obstétrica que ocorre em aproximadamente 3% das gestações, sendo responsável por cerca de 30% dos partos prematuros. Quando ocorre antes de 34 semanas de gestação, como no caso da questão (30ª semana), o manejo visa prolongar a gestação para permitir a maturação fetal, minimizando os riscos de prematuridade extrema, ao mesmo tempo em que se previne a infecção. A conduta para RPMO antes de 34 semanas é predominantemente expectante e conservadora. A paciente deve ser internada para monitoramento contínuo. A corticoterapia (com betametasona ou dexametasona) é fundamental para acelerar a maturação pulmonar fetal, reduzindo a incidência e a gravidade da síndrome do desconforto respiratório neonatal e outras morbidades associadas à prematuridade. Além disso, a antibioticoterapia profilática é indicada para prolongar o período de latência (tempo entre a RPMO e o parto) e prevenir a corioamnionite e a sepse neonatal, sendo a profilaxia para Streptococcus do Grupo B (GBS) parte integrante desse esquema. O monitoramento da vitalidade fetal e o rastreio de infecção materna (febre, taquicardia, dor uterina, leucocitose, proteína C reativa elevada) são essenciais. A tocólise não é rotineiramente indicada na RPMO, pois não prolonga significativamente a gestação e pode mascarar infecções. O parto imediato é reservado para casos de infecção materna, sofrimento fetal ou trabalho de parto ativo incontrolável. O objetivo é equilibrar os riscos da prematuridade com os riscos de infecção, buscando o melhor desfecho para mãe e feto.
A conduta inicial para RPMO na 30ª semana é expectante e conservadora. Inclui internação hospitalar, corticoterapia para maturação pulmonar fetal, antibioticoprofilaxia para prolongar o período de latência e prevenir infecção, e monitoramento rigoroso da vitalidade fetal e sinais de infecção materna.
A corticoterapia (betametasona ou dexametasona) é indicada na RPMO antes de 34 semanas para acelerar a maturação pulmonar fetal e reduzir o risco de síndrome do desconforto respiratório neonatal, hemorragia intraventricular e enterocolite necrosante, melhorando os desfechos neonatais.
A profilaxia para Streptococcus B (GBS) é indicada em casos de RPMO, pois a rotura de membranas aumenta o risco de infecção intra-amniótica e transmissão vertical do GBS. Geralmente, inicia-se a antibioticoterapia com ampicilina ou penicilina, seguindo as diretrizes para prevenção da doença neonatal por GBS.
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