HSL PUCRS - Hospital São Lucas da PUCRS (RS) — Prova 2024
Gestante, 25 anos, G1P0, 31 semanas de gestação, interna em trabalho de parto. Fez prénatal adequado e sem anormalidades até o momento. Recebe penicilina G cristalina e uma dose de dexametasona. Após 6h de evolução, nasce menina vigorosa (Apgar 91 e 95 ), com peso estimado de 1600 g, por parto vaginal, sem intercorrências. Em relação à recém-nascida, a conduta imediata correta é
RN pré-termo: clampeamento tardio, enrolar em plástico, berço aquecido, CPAP se desconforto respiratório.
O manejo inicial do recém-nascido pré-termo, mesmo que vigoroso, deve focar na prevenção da hipotermia (enrolar em plástico, berço aquecido) e no suporte respiratório precoce (clampeamento tardio do cordão, CPAP se necessário), além de promover o contato inicial com a mãe.
O manejo do recém-nascido pré-termo requer atenção especial devido à sua imaturidade fisiológica, mesmo quando aparentemente vigoroso. A prematuridade, definida como nascimento antes de 37 semanas de gestação, confere riscos aumentados de hipotermia, desconforto respiratório e outras complicações. A equipe neonatal deve estar preparada para receber esses bebês com um plano de cuidados individualizado, focado na estabilização e prevenção de agravos. Os cuidados imediatos com o RN pré-termo incluem a prevenção da hipotermia, que é crítica. Isso é alcançado através do uso de invólucros plásticos, berços aquecidos e manutenção de um ambiente térmico neutro. O clampeamento tardio do cordão umbilical (30 a 60 segundos) é recomendado para prematuros vigorosos, pois melhora o volume sanguíneo, os níveis de hemoglobina e reduz a necessidade de transfusões, além de diminuir o risco de hemorragia intraventricular. Mesmo com Apgar elevado, o prematuro pode desenvolver desconforto respiratório devido à imaturidade pulmonar e deficiência de surfactante. A aplicação de CPAP nasal com FiO2 baixa (21-30%) é uma intervenção precoce eficaz para manter a patência das vias aéreas e reduzir o trabalho respiratório, evitando a progressão para insuficiência respiratória. A presença da mãe e o contato pele a pele, quando as condições clínicas permitirem, também são importantes para o vínculo e a estabilização do bebê.
Recém-nascidos pré-termo têm uma grande superfície corporal em relação ao peso e uma pele imatura, o que os torna muito suscetíveis à perda de calor por evaporação. Enrolar em plástico ajuda a reduzir essa perda e prevenir a hipotermia.
O clampeamento tardio (30-60 segundos) permite a transfusão de um volume significativo de sangue placentário para o bebê, resultando em maior volume sanguíneo, melhores níveis de hemoglobina e menor risco de anemia e hemorragia intraventricular.
O CPAP nasal deve ser considerado em prematuros que apresentam esforço respiratório, taquipneia, gemência ou retração, mesmo que o Apgar seja bom. Ele ajuda a manter os alvéolos abertos e a reduzir o trabalho respiratório.
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