CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2009
Durante a facoemulsificação, a utilização de adrenalina intracameral, esfincterotomias múltiplas e colocação de material viscoelástico de alto peso molecular são recursos que ajudam nos casos de:
Pupila pequena na faco → Adrenalina + Viscoelástico pesado + Esfincterotomia/Ganchos.
O manejo da pupila pequena em cirurgias de catarata exige estratégias farmacológicas (adrenalina) e mecânicas para garantir visualização e segurança capsular.
O manejo da pupila pequena é uma habilidade avançada essencial para o cirurgião de catarata moderno. Causas comuns incluem uso de tamsulosina, sinequias posteriores, pseudoesfoliação e diabetes mellitus. A utilização de viscoelásticos de alto peso molecular (coesivos) ajuda a empurrar mecanicamente a íris para a periferia (viscomidríase), enquanto a adrenalina mantém o tônus. O domínio dessas técnicas reduz a incidência de complicações graves como a rotura de cápsula posterior.
Uma pupila pequena limita a visualização da periferia do cristalino, dificultando etapas críticas como a capsulorrexe contínua, a hidrodiseção e a própria emulsificação do núcleo. Além disso, aumenta o risco de trauma de íris, sangramento e rotura da cápsula posterior devido ao espaço de manobra reduzido.
A adrenalina (diluída e livre de conservantes) atua nos receptores alfa-adrenérgicos do músculo dilatador da íris, promovendo mídriase e ajudando a manter a pupila dilatada durante a cirurgia, especialmente em pacientes com síndrome da íris frouxa intraoperatória (IFIS).
Manobras mecânicas são indicadas quando a dilatação farmacológica é insuficiente. A esfincterotomia (pequenos cortes no esfíncter da íris) ou o uso de dispositivos de expansão (anéis de Malyugin ou ganchos de íris) criam um espaço pupilar seguro para a manipulação dos instrumentos e do cristalino.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo