Manejo da Pupila Pequena na Cirurgia de Catarata (Faco)

CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2009

Enunciado

Durante a facoemulsificação, a utilização de adrenalina intracameral, esfincterotomias múltiplas e colocação de material viscoelástico de alto peso molecular são recursos que ajudam nos casos de:

Alternativas

  1. A) Iridodiálise intraoperatória
  2. B) Pupila pequena
  3. C) Rotura de cápsula posterior com perda vítrea
  4. D) Desinserção zonular maior que 90 graus

Pérola Clínica

Pupila pequena na faco → Adrenalina + Viscoelástico pesado + Esfincterotomia/Ganchos.

Resumo-Chave

O manejo da pupila pequena em cirurgias de catarata exige estratégias farmacológicas (adrenalina) e mecânicas para garantir visualização e segurança capsular.

Contexto Educacional

O manejo da pupila pequena é uma habilidade avançada essencial para o cirurgião de catarata moderno. Causas comuns incluem uso de tamsulosina, sinequias posteriores, pseudoesfoliação e diabetes mellitus. A utilização de viscoelásticos de alto peso molecular (coesivos) ajuda a empurrar mecanicamente a íris para a periferia (viscomidríase), enquanto a adrenalina mantém o tônus. O domínio dessas técnicas reduz a incidência de complicações graves como a rotura de cápsula posterior.

Perguntas Frequentes

Por que a pupila pequena é um desafio na facoemulsificação?

Uma pupila pequena limita a visualização da periferia do cristalino, dificultando etapas críticas como a capsulorrexe contínua, a hidrodiseção e a própria emulsificação do núcleo. Além disso, aumenta o risco de trauma de íris, sangramento e rotura da cápsula posterior devido ao espaço de manobra reduzido.

Como a adrenalina intracameral auxilia no intraoperatório?

A adrenalina (diluída e livre de conservantes) atua nos receptores alfa-adrenérgicos do músculo dilatador da íris, promovendo mídriase e ajudando a manter a pupila dilatada durante a cirurgia, especialmente em pacientes com síndrome da íris frouxa intraoperatória (IFIS).

Quando indicar manobras mecânicas como a esfincterotomia?

Manobras mecânicas são indicadas quando a dilatação farmacológica é insuficiente. A esfincterotomia (pequenos cortes no esfíncter da íris) ou o uso de dispositivos de expansão (anéis de Malyugin ou ganchos de íris) criam um espaço pupilar seguro para a manipulação dos instrumentos e do cristalino.

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