FAA/UNIFAA - Hospital Escola Luiz Gioseffi Jannuzzi (RJ) — Prova 2015
ID: Homem, 75 anos de idade, refere hipertensão e dislipidemia há 20 anos, em uso irregular de enalapril e atorvastatina. Em consulta no PA. HMA: refere tontura e perda dos movimentos de membros superior e inferior à direita há 6 horas. Nega queixa de dor precordial ou torácica, dispnéia, cefaléia, tontura, náuseas ou alteração visual no momento. EF: BEG, corado, hidratado, eupneico, afebril, consciente e orientado. Ausculta pulmonar sem alterações. Força diminuída 2+/4+ em membros superior e inferior direitos. FC:72 bpm, PA: 200x100 mmHg. EI: Tomografia confirma acidente vascular isquêmico recente à esquerda, sem evidência de sangramentos. A conduta imediata mais adequada em relação à pressão arterial é:
AVC isquêmico agudo sem trombólise → Manter PA < 220/120 mmHg, conduta expectante inicial.
Em AVC isquêmico agudo, se o paciente não for candidato à trombólise, a pressão arterial não deve ser reduzida agressivamente, a menos que exceda 220/120 mmHg. A hipertensão é uma resposta fisiológica para manter a perfusão cerebral na área de penumbra isquêmica.
O acidente vascular cerebral (AVC) isquêmico agudo é uma das principais causas de morbimortalidade global, e o manejo adequado da pressão arterial (PA) é crucial para o prognóstico. A hipertensão arterial é um fator de risco importante para o AVC, e muitos pacientes apresentam PA elevada na fase aguda do evento, o que pode ser uma resposta fisiológica para manter a perfusão cerebral. Na fase aguda do AVC isquêmico, a área de penumbra isquêmica, tecido cerebral disfuncional mas potencialmente salvável, depende de um fluxo sanguíneo adequado. A redução excessiva da PA pode comprometer essa perfusão, levando à expansão da área infartada. Por isso, em pacientes que não são candidatos à trombólise, a recomendação é manter a PA abaixo de 220/120 mmHg, com uma abordagem expectante para valores dentro desse limite. A conduta expectante permite que o organismo mantenha a perfusão cerebral. A intervenção farmacológica para reduzir a PA é reservada para casos de hipertensão muito elevada (acima de 220/120 mmHg) ou em situações específicas onde a PA elevada representa risco iminente para outros órgãos, como dissecção aórtica ou edema pulmonar agudo. Em pacientes candidatos à trombólise, os limites de PA são mais rigorosos (abaixo de 185/110 mmHg) para minimizar o risco de transformação hemorrágica.
No AVC isquêmico agudo, se o paciente não for candidato à trombólise, a pressão arterial deve ser mantida abaixo de 220/120 mmHg, com conduta expectante para valores abaixo desse limite.
A hipertensão é uma resposta compensatória que ajuda a manter a perfusão cerebral na área de penumbra isquêmica. A redução agressiva pode diminuir o fluxo sanguíneo cerebral e expandir a área de infarto.
A redução da PA é indicada se os valores excederem 220/120 mmHg (em pacientes não trombolisados) ou 185/110 mmHg (em pacientes candidatos à trombólise), ou em casos de emergências hipertensivas concomitantes.
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