FUBOG - Fundação Banco de Olhos de Goiás — Prova 2015
Paciente masculino de 65 anos de idade, previamente hipertenso e diabético, dá entrada no setor de emergência com queixa de disartria e dificuldade de movimentação de membro superior direito de início há 8 horas. Marque a CORRETA.
AVC isquêmico agudo (não trombolisado) → Manter PA elevada (até 220/120 mmHg) para otimizar perfusão cerebral na área de penumbra.
No AVC isquêmico agudo, especialmente em pacientes que não serão submetidos à trombólise, níveis pressóricos elevados são frequentemente tolerados (hipertensão permissiva). Isso ocorre porque a pressão arterial elevada ajuda a manter a perfusão na área de penumbra isquêmica, evitando o agravamento do dano cerebral. A redução agressiva da PA pode comprometer ainda mais essa área.
O manejo do Acidente Vascular Cerebral (AVC) isquêmico agudo é uma das áreas mais desafiadoras e críticas da medicina de emergência. Pacientes com fatores de risco como hipertensão e diabetes são particularmente suscetíveis. A disartria e a paresia de membro superior direito são sintomas clássicos de AVC, e o tempo de início dos sintomas é crucial para determinar as opções terapêuticas. A fisiopatologia do AVC isquêmico envolve a oclusão de um vaso cerebral, levando à formação de uma área central de infarto irreversível e uma área circundante de "penumbra isquêmica", que é tecido cerebral disfuncional, mas potencialmente salvável. O objetivo do tratamento agudo é restaurar o fluxo sanguíneo para a penumbra e prevenir sua progressão para infarto. No contexto do manejo da pressão arterial, a estratégia de "hipertensão permissiva" é fundamental. Em pacientes com AVC isquêmico agudo que não são candidatos à trombólise, a pressão arterial elevada é frequentemente tolerada (geralmente até 220/120 mmHg) nos primeiros dias. Isso porque a hipertensão pode ser um mecanismo compensatório para manter a perfusão cerebral na área de penumbra. A redução agressiva da PA pode levar à hipoperfusão e piorar o dano neurológico. Para pacientes que serão trombolisados, os limites são mais rigorosos (PA < 185/110 mmHg antes da trombólise e mantida < 180/105 mmHg por 24 horas após). O AAS não deve ser administrado imediatamente sem exclusão de AVC hemorrágico.
A hipertensão permissiva é adotada para manter a perfusão cerebral na área de penumbra isquêmica, que é o tecido cerebral em risco, mas ainda viável. A redução agressiva da pressão arterial pode diminuir o fluxo sanguíneo cerebral e expandir a área de infarto.
Em pacientes com AVC isquêmico agudo que não são candidatos à trombólise, a pressão arterial geralmente é tolerada até 220/120 mmHg. A intervenção para reduzir a PA é indicada apenas se exceder esses valores ou em caso de emergência hipertensiva.
A trombólise intravenosa com alteplase é indicada para AVC isquêmico agudo se o tratamento puder ser iniciado dentro de 4,5 horas do início dos sintomas, desde que o paciente preencha os critérios de inclusão e exclusão.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo