INTO - Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia Jamil Haddad (RJ) — Prova 2023
Segundo a nova diretriz pré-operatória da Sociedade Europeia de Cardiologia (ESC) 2022, devem ser suspensos no dia da cirurgia não cardíaca:
Diuréticos tiazídicos e de alça → Suspender no dia da cirurgia não cardíaca para evitar hipovolemia e hipotensão.
As diretrizes pré-operatórias da Sociedade Europeia de Cardiologia (ESC) 2022 enfatizam a importância do manejo adequado dos medicamentos para otimizar o paciente para cirurgia não cardíaca. Diuréticos, como os tiazídicos, devem ser suspensos no dia da cirurgia para prevenir hipovolemia e hipotensão intraoperatória, que podem levar a complicações cardiovasculares e renais.
O manejo perioperatório de medicamentos é uma área crítica na prática médica, especialmente para pacientes submetidos a cirurgias não cardíacas com comorbidades. As diretrizes da Sociedade Europeia de Cardiologia (ESC) de 2022 fornecem orientações claras para otimizar a segurança do paciente e minimizar riscos cardiovasculares. A decisão de suspender ou manter um medicamento depende de seu perfil farmacológico, do risco da cirurgia e do estado clínico do paciente. Diuréticos, como os tiazídicos e de alça, são frequentemente utilizados para o controle da hipertensão e insuficiência cardíaca. No entanto, sua manutenção no dia da cirurgia pode levar à depleção de volume intravascular, resultando em hipotensão intraoperatória. A hipotensão, por sua vez, pode comprometer a perfusão de órgãos vitais, aumentando o risco de lesão renal aguda, infarto do miocárdio e acidente vascular cerebral. Por essa razão, a recomendação é suspender os diuréticos no dia da cirurgia, permitindo que o paciente esteja normovolêmico. Outros medicamentos também têm protocolos específicos: IECA/BRA são frequentemente suspensos no dia da cirurgia devido ao risco de hipotensão refratária. Inibidores da SGLT-2 devem ser suspensos com 24 a 72 horas de antecedência para prevenir cetoacidose euglicêmica. Por outro lado, estatinas e betabloqueadores são geralmente mantidos, pois sua interrupção pode aumentar o risco de eventos isquêmicos. O conhecimento aprofundado dessas diretrizes é essencial para residentes e profissionais de saúde, garantindo uma prática segura e eficaz no período perioperatório.
Os diuréticos tiazídicos devem ser suspensos no dia da cirurgia não cardíaca para evitar a depleção de volume e o risco de hipotensão intraoperatória. A hipotensão pode levar à hipoperfusão de órgãos vitais, aumentando o risco de complicações cardiovasculares e renais.
Além dos diuréticos, os inibidores da SGLT-2 são suspensos 24-72 horas antes devido ao risco de cetoacidose euglicêmica. IECA/BRA são frequentemente suspensos no dia da cirurgia para evitar hipotensão. Anticoagulantes e antiagregantes plaquetários também têm protocolos específicos de suspensão para minimizar o risco de sangramento.
Estatinas e betabloqueadores (se em uso crônico) são geralmente mantidos no período perioperatório, pois sua suspensão pode aumentar o risco de eventos cardiovasculares adversos. Medicamentos para doenças crônicas como tireoide ou Parkinson também são mantidos, salvo orientação específica.
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