UNESP/HCFMB - Hospital das Clínicas de Botucatu (SP) — Prova 2023
Primigesta na 35ª semana de gestação refere há dois dias dor de cabeça que não melhora com analgésico, há um dia enxerga pontinhos brilhantes e apresenta dor de estômago acompanhada de enjoo. Exame físico: BEG, hidratada, corada, PA 150x110 mmHg e edema de membros inferiores (2/4+). Feto em apresentação cefálica e vivo (FCF 140 bpm). A melhor conduta imediata é
Pré-eclâmpsia grave: Sulfato de magnésio (profilaxia convulsão) + anti-hipertensivo IV (hidralazina/labetalol) para PA.
A paciente apresenta sinais e sintomas de pré-eclâmpsia grave (PA ≥ 160/110 mmHg ou ≥ 150/110 mmHg com sintomas graves como cefaleia refratária, escotomas, dor epigástrica). A conduta imediata visa prevenir convulsões (eclâmpsia) com sulfato de magnésio e controlar a pressão arterial com anti-hipertensivos intravenosos seguros na gestação, como hidralazina ou labetalol.
A pré-eclâmpsia é uma condição hipertensiva específica da gestação, caracterizada por hipertensão e proteinúria após a 20ª semana. A forma grave, como a apresentada na questão, é uma das principais causas de morbimortalidade materna e perinatal globalmente, exigindo reconhecimento e manejo rápidos para evitar complicações como eclâmpsia, acidente vascular cerebral e Síndrome HELLP. É crucial para residentes dominar o diagnóstico e a conduta imediata. A fisiopatologia envolve disfunção endotelial generalizada e vasospasmo, levando aos sintomas multissistêmicos. O diagnóstico é clínico, baseado nos níveis pressóricos e na presença de sintomas ou alterações laboratoriais. A suspeita deve ser alta em gestantes com cefaleia, distúrbios visuais, dor epigástrica e hipertensão, especialmente no terceiro trimestre. A avaliação fetal também é essencial para monitorar o bem-estar do bebê. O tratamento da pré-eclâmpsia grave foca na prevenção de convulsões com sulfato de magnésio e no controle da pressão arterial com anti-hipertensivos intravenosos (hidralazina ou labetalol) para evitar complicações maternas. A resolução definitiva é o parto, que deve ser considerado após estabilização materna e avaliação da idade gestacional e maturidade fetal. O prognóstico materno e fetal melhora significativamente com o manejo adequado e precoce.
Os sinais e sintomas de pré-eclâmpsia grave incluem pressão arterial ≥ 160/110 mmHg (ou ≥ 150/110 mmHg com sintomas), cefaleia refratária, distúrbios visuais (escotomas, diplopia), dor epigástrica ou em hipocôndrio direito, náuseas/vômitos, oligúria, edema pulmonar e alterações laboratoriais como plaquetopenia e elevação de enzimas hepáticas.
O sulfato de magnésio é a melhor conduta porque é o agente de escolha para a profilaxia e tratamento das convulsões eclâmpticas. Ele atua como um anticonvulsivante e neuroprotetor, reduzindo significativamente o risco de eclâmpsia em pacientes com pré-eclâmpsia grave.
Para a crise hipertensiva na gestação, os anti-hipertensivos de escolha são a hidralazina intravenosa e o labetalol intravenoso. Ambos são eficazes para reduzir rapidamente a pressão arterial sem comprometer o fluxo sanguíneo uteroplacentário, sendo seguros para a mãe e o feto.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo