Pré-eclâmpsia Grave: Conduta Imediata no PS

FMABC - Faculdade de Medicina do ABC Paulista (SP) — Prova 2023

Enunciado

Gestante com 35 semanas de idade gestacional chega no pronto-socorro da maternidade com queixa de cefaleia intensa há 8 horas e alterações visuais. Na classificação de risco, a enfermeira mediu a PA, que estava 170 x 120 mmHg. Imediatamente chamou o médico. Frente a esse quadro, é correto

Alternativas

  1. A) encaminhar ao Centro Cirúrgico para cesárea, pois o caso é grave.
  2. B) fazer ultrassonografia para avaliação e confirmação da idade gestacional.
  3. C) administrar hidralazina como primeira medida, pois os níveis pressóricos estão muito elevados.
  4. D) iniciar esquema de sulfatação e avaliar a vitalidade fetal.
  5. E) administrar corticosteroide para acelerar a maturidade fetal.

Pérola Clínica

Pré-eclâmpsia grave com sintomas neurológicos → sulfato de magnésio + controle PA + avaliar feto.

Resumo-Chave

Em gestante com pré-eclâmpsia grave (PA ≥ 160/110 mmHg ou sintomas de gravidade), a primeira medida é a profilaxia de convulsão com sulfato de magnésio, seguida pelo controle da pressão arterial e avaliação da vitalidade fetal para decidir a conduta obstétrica.

Contexto Educacional

A pré-eclâmpsia grave é uma emergência obstétrica que exige reconhecimento e manejo rápidos para prevenir complicações maternas e fetais, como eclâmpsia, descolamento prematuro de placenta e restrição de crescimento fetal. A condição é definida por hipertensão arterial (PA ≥ 160/110 mmHg) ou PA ≥ 140/90 mmHg com sintomas de gravidade (cefaleia, alterações visuais, dor epigástrica, etc.) ou disfunção orgânica. Ao se deparar com uma gestante com 35 semanas e sintomas de pré-eclâmpsia grave, a prioridade é a estabilização materna. Isso inclui a administração imediata de sulfato de magnésio para profilaxia de convulsões, que é a complicação mais temida. Simultaneamente, deve-se iniciar o controle da pressão arterial com anti-hipertensivos intravenosos (como hidralazina ou labetalol) e realizar uma avaliação completa da vitalidade fetal. O objetivo é estabilizar a mãe antes de considerar a interrupção da gestação. A decisão sobre a via de parto (vaginal ou cesariana) dependerá da idade gestacional, das condições cervicais, da vitalidade fetal e da resposta ao tratamento. O manejo multidisciplinar é crucial para otimizar os desfechos.

Perguntas Frequentes

Qual a primeira medida em gestante com pré-eclâmpsia grave e sintomas neurológicos?

A primeira medida é iniciar o esquema de sulfatação com sulfato de magnésio para profilaxia de convulsões (eclâmpsia), seguido pelo controle da pressão arterial e avaliação da vitalidade fetal.

Quando se indica corticosteroide para maturidade fetal em pré-eclâmpsia?

Corticosteroides para maturidade pulmonar fetal são indicados em gestações entre 24 e 34 semanas. Em 35 semanas, a indicação é mais restrita ou ausente, e não é a medida inicial para estabilização materna.

A cesariana é sempre a primeira conduta em pré-eclâmpsia grave?

Não, a cesariana não é a primeira conduta. A prioridade é a estabilização materna (profilaxia de convulsão e controle pressórico). A via de parto será definida após a estabilização e avaliação da vitalidade fetal, considerando a idade gestacional e as condições obstétricas.

Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.

Responder questão no MedEvo