FELUMA/FCM-MG - Fundação Educacional Lucas Machado - Ciências Médicas (MG) — Prova 2023
Paciente do sexo feminino, 17 anos de idade, primigesta, IG: 39 semanas + 3 dias, sem comorbidades prévias, deu entrada na emergência da maternidade, referindo cefaleia persistente, associada a epigastralgia e escotomas. Ao exame: tônus uterino normal, BCF=138 bpm, PA=150/110 mmhg, índice de Bishop 5, cardiotocografia categoria 1 e ultrassom obstétrico com Doppler dentro da normalidade. Com relação ao quadro clínico descrito acima, assinale a alternativa que apresenta qual a conduta a ser adotada.
Pré-eclâmpsia grave (PA ≥160/110 ou sintomas graves): hospitalizar, Sulfato Mg, anti-hipertensivo (Hidralazina), induzir parto.
A paciente apresenta pré-eclâmpsia grave, caracterizada por hipertensão (PA 150/110 mmHg) e sintomas de gravidade (cefaleia, epigastralgia, escotomas). A conduta imediata inclui hospitalização, profilaxia de convulsões com sulfato de magnésio e controle da pressão arterial com anti-hipertensivos como a hidralazina. Dada a idade gestacional (39+3 semanas) e o índice de Bishop favorável, a indução do parto com misoprostol é a via preferencial após a estabilização materna.
A pré-eclâmpsia grave é uma complicação séria da gestação, caracterizada por hipertensão arterial e proteinúria, ou hipertensão com sinais de disfunção de órgãos-alvo, que se manifesta após a 20ª semana de gestação. É uma das principais causas de morbimortalidade materna e perinatal globalmente, exigindo reconhecimento e manejo rápidos e eficazes por parte dos profissionais de saúde. O diagnóstico de pré-eclâmpsia grave é estabelecido pela presença de níveis pressóricos elevados (PAS ≥ 160 mmHg ou PAD ≥ 110 mmHg) ou por níveis pressóricos menores (PAS ≥ 140 mmHg ou PAD ≥ 90 mmHg) associados a sintomas como cefaleia persistente, distúrbios visuais (escotomas), dor epigástrica ou em hipocôndrio direito, edema pulmonar, disfunção hepática, renal ou hematológica. A conduta imediata inclui hospitalização, monitorização materno-fetal rigorosa, controle da pressão arterial com anti-hipertensivos intravenosos (ex: hidralazina, labetalol) e profilaxia de convulsões com sulfato de magnésio. A interrupção da gestação é o tratamento definitivo para a pré-eclâmpsia grave. Em gestações a termo ou com maturidade pulmonar fetal, a indução do parto vaginal é a via preferencial, se as condições obstétricas forem favoráveis (ex: índice de Bishop ≥ 6). A cesariana é reservada para falha de indução ou indicações obstétricas. O manejo adequado e a estabilização materna antes da interrupção são cruciais para otimizar os desfechos.
A pré-eclâmpsia grave é diagnosticada pela presença de pressão arterial sistólica ≥ 160 mmHg ou diastólica ≥ 110 mmHg em duas ocasiões com 4 horas de intervalo, ou pressão arterial ≥ 140/90 mmHg associada a sintomas de gravidade como cefaleia persistente, distúrbios visuais, dor epigástrica, edema pulmonar, disfunção hepática ou renal, ou plaquetopenia.
O sulfato de magnésio é a medicação de escolha para a profilaxia e tratamento das convulsões eclâmpticas. Ele atua como um anticonvulsivante e neuroprotetor, sendo administrado em dose de ataque e manutenção para manter níveis terapêuticos.
A interrupção da gestação é a única 'cura' para a pré-eclâmpsia e é indicada em todos os casos de pré-eclâmpsia grave. Em gestações a termo (>37 semanas) ou com maturidade pulmonar fetal, a via vaginal por indução do parto é preferencial se o colo uterino for favorável (índice de Bishop adequado), desde que a condição materna esteja estabilizada. A cesariana é reservada para indicações obstétricas ou falha na indução.
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