Pré-Eclâmpsia: Manejo, Tratamento e Condutas Obstétricas

Santa Casa de Ourinhos (SP) — Prova 2020

Enunciado

Em relação à Pré-Eclâmpsia, assinale a alternativa INCORRETA:

Alternativas

  1. A) para prevenir ou tratar convulsão, a droga de escolha é o Sulfato de Magnésio.
  2. B) diuréticos aumentam as chances de doença tromboembólica venosa na grávida.
  3. C) os hipotensores orais diminuem o fluxo útero-placentário.
  4. D) em toxemia leve a gestação deve ser postergada até 40 semanas.

Pérola Clínica

Pré-eclâmpsia leve: indução do parto >37 semanas; não postergar até 40 semanas.

Resumo-Chave

Na pré-eclâmpsia leve, o objetivo é prolongar a gestação até uma idade gestacional segura para o feto, geralmente entre 37 e 38 semanas, mas não se deve postergar até 40 semanas devido aos riscos de progressão da doença e complicações materno-fetais. O manejo é individualizado, mas a indução do parto é frequentemente considerada após 37 semanas.

Contexto Educacional

A pré-eclâmpsia é uma síndrome hipertensiva específica da gestação, caracterizada por hipertensão arterial (PA ≥ 140/90 mmHg) após 20 semanas de gestação, associada a proteinúria (≥ 300 mg/24h) ou, na ausência desta, a disfunção de órgãos-alvo. É uma das principais causas de morbimortalidade materna e perinatal globalmente, afetando cerca de 2-8% das gestações. A patogênese envolve uma placentação anormal, levando à disfunção endotelial materna e vasoconstrição generalizada. O diagnóstico precoce e o manejo adequado são cruciais. O tratamento visa controlar a pressão arterial, prevenir convulsões e determinar o momento ideal do parto. O sulfato de magnésio é a droga de escolha para a profilaxia e tratamento da eclâmpsia, devido ao seu efeito neuroprotetor. Anti-hipertensivos orais são utilizados para manter a pressão arterial em níveis seguros, evitando hipotensão que possa comprometer o fluxo útero-placentário. Diuréticos são contraindicados, pois podem piorar a hemoconcentração e o risco trombótico. A conduta obstétrica varia conforme a gravidade e a idade gestacional. Na pré-eclâmpsia leve, o objetivo é prolongar a gestação até 37-38 semanas, com monitorização rigorosa da mãe e do feto, visando a maturidade pulmonar fetal. No entanto, não se deve postergar o parto até 40 semanas, pois os riscos de complicações maternas e fetais aumentam progressivamente. Em casos de pré-eclâmpsia grave ou eclâmpsia, a estabilização materna e o parto são prioridades, independentemente da idade gestacional, após a administração de corticoides para maturação pulmonar fetal, se o tempo permitir.

Perguntas Frequentes

Qual a droga de escolha para prevenir e tratar convulsões na pré-eclâmpsia?

O sulfato de magnésio é a droga de escolha para a profilaxia e tratamento das convulsões em pacientes com pré-eclâmpsia grave ou eclâmpsia, devido à sua eficácia e segurança comprovadas.

Por que diuréticos não são indicados na pré-eclâmpsia?

Diuréticos não são indicados na pré-eclâmpsia porque podem agravar a hemoconcentração e a hipovolemia relativa já presentes, além de aumentar o risco de doença tromboembólica venosa, sem benefício no controle da pressão arterial ou da doença.

Qual a conduta obstétrica para pré-eclâmpsia leve?

Na pré-eclâmpsia leve, a gestação pode ser prolongada até 37-38 semanas sob monitorização rigorosa. A indução do parto é geralmente recomendada a partir de 37 semanas, não se estendendo até 40 semanas devido aos riscos materno-fetais.

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