USP/HCFMUSP - Hospital das Clínicas da FMUSP (SP) — Prova 2025
Mulher, 32 anos de idade, com obesidade grau III (IMC de 46 kg/m²), foi submetida a bypass gástrico em Y de Roux por videolaparoscopia. No primeiro dia pós-operatório, encontra-se deitada. Ao exame físico, apresentou bom estado geral com FC de 113 bpm, PA de 110x60 mmHg, FR de 22 ipm, saturação de oxigênio de 92%; ausculta pulmonar diminuída nas bases; abdome flácido, pouco doloroso à palpação profunda, com ruídos hidroaéreos presentes e com curativos secos. O dreno abdominal exteriorizado em hipocôndrio esquerdo está com débito hemático em pequena quantidade. Qual é a melhor conduta neste momento?
Pós-operatório imediato de bariátrica com taquicardia/hipoxemia → otimizar analgesia e fisioterapia respiratória para atelectasia.
No pós-operatório imediato de cirurgia bariátrica, taquicardia e hipoxemia são frequentemente causadas por dor e atelectasias pulmonares, especialmente em pacientes obesos. A otimização da analgesia e a mobilização precoce com fisioterapia respiratória são cruciais para prevenir complicações e melhorar a oxigenação.
O pós-operatório imediato de cirurgia bariátrica, como o bypass gástrico em Y de Roux, exige vigilância e manejo proativo das complicações. Pacientes com obesidade grau III apresentam maior risco de complicações respiratórias devido à mecânica pulmonar comprometida, como diminuição da capacidade residual funcional e maior propensão a atelectasias. A dor pós-operatória também contribui para a hipoventilação e piora da oxigenação. A avaliação inicial deve focar na estabilização e no tratamento das causas mais prováveis dos sintomas. Taquicardia e hipoxemia no primeiro dia pós-operatório são frequentemente multifatoriais, com a dor e as atelectasias pulmonares sendo as principais contribuintes. A ausculta pulmonar diminuída nas bases é um forte indicativo de atelectasia. Embora complicações graves como TEP ou sepse devam ser consideradas, a conduta inicial deve priorizar medidas menos invasivas e de alta eficácia. A otimização da analgesia é fundamental para permitir que o paciente respire profundamente e realize exercícios respiratórios. A fisioterapia motora e respiratória precoce, incluindo deambulação e uso de espirômetro de incentivo, é essencial para reexpandir os pulmões, mobilizar secreções e prevenir complicações pulmonares, melhorando significativamente a saturação de oxigênio e a frequência cardíaca.
As causas mais comuns são dor, atelectasias pulmonares e hipoventilação, exacerbadas pela obesidade. Outras causas incluem sangramento e desidratação.
A fisioterapia respiratória ajuda a expandir os pulmões, prevenir atelectasias e melhorar a oxigenação, reduzindo o risco de complicações pulmonares, como pneumonia.
Suspeite de TEP se houver dispneia súbita, dor torácica pleurítica, ou piora inexplicável da hipoxemia. Sepse deve ser considerada com febre persistente, instabilidade hemodinâmica progressiva, ou sinais de infecção no sítio cirúrgico ou abdominal.
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